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Impressões

O blog da ANconsulting

A urgência de um novo modelo. E a motivação para isso é essencial

Publicado na Revista Abigraf edição 285 - set.out/2016

Foi mais do que falado que a Drupa mostrou um novo humor da indústria de impressão. Há, em muitos círculos, uma melhor percepção dos diferenciais do material impresso em relação a outra mídias: imprime-se o que é relevante, o que transmite confiabilidade, o que permanece, o que tem apelos sensoriais. A impressão ainda é importante no mix de comunicação das marcas e as alegações ecológicas vão se amortizando ao se colocar a questão do papel em seu verdadeiro ângulo: recurso renovável e muito menos danoso à natureza que o lixo eletrônico, em especial se usado com menos desperdício.

Além disso o universo da impressão se expande a novos limites com sua utilização nos mais diversos materiais, incluindo impressoras 3D e toda a tecnologia que permite a interação do papel com o mundo digital indo dos códigos QR até a Realidade Aumentada, agora popular devido aos Pokemons sendo caçados pelas ruas e parques. Sem falar também de toda a gama de embalagens e rótulos que contém aspectos de informação, proteção, segurança e marketing.

Apesar de tudo isso há também uma realidade inequívoca. A força do meio digital é superior à força do meio impresso por suas características intrínsecas: custo, acesso cada vez mais fácil, rapidez, disseminação e praticidade. O que não leva à extinção do meio impresso como muito se propagou, mas, certamente, o limita e o reduz. Não o destrói. Convive. E essa convivência faz com que, no total, não só se imprima menos do que se imprimia antes ou do que se poderia imprimir. Basta ver os números recentes divulgados pela Idealliance, entidade norte-americana que sucedeu a antiga NAPL, onde a impressão comercial, não incluindo embalagens,  naquele país se reduziu de US$60,3 bilhões no ano 2000 para US$44,5 bilhões em 2014 ainda que contanto com o crescimento da impressão digital em mais de 700% ao longo desses anos (quadro 1). revolução digital

Por outro lado o mercado mudou, o cliente também mudou. Se tornou mais objetivo, mais crítico e mais criterioso sobre seu material impresso. Quer baixar custos, reduzir estoques, eliminar obsolescência, desperdício e não gastar onde não pode mais. Defini-lo e usa-lo no momento em que precisa. Rapidamente. Em quantidades econômicas  e com conteúdo direcionado, menos genérico, mais direto ao ponto.

Para os impressos, digamos, convencionais como cartões de visita, folhetos genéricos ou material de uso contínuo ele quer praticidade de compra, conveniência. O que um bom sistema de web-to-print pode resolver, e que é, por sí, uma nova forma de venda. Para impressos mais complexos que envolvem mais criatividade ou inteligência de marketing, ele quer ajuda. Primeiro para mostrar que o desenvolvimento feito internamente na criação desses materiais, apesar da facilidade de se ter programas de design na empresa, nem sempre é compensador pelo desconhecimento mais aprofundado de sua produção. Em segundo para convencê-lo de que resultado do seu uso vale a pena apesar do seu custo mais alto que o meio digital. Nada que uma boa venda consultiva e de soluções não possa resolver, uma forma de venda que não a transacional, a habitual no setor.

Como consequência dessas mudanças, por um lado, não há espaço para todos no mercado dada a capacidade instalada e, no caso brasileiro, uma redução ainda maior dada a recessão econômica vigente. Por outro lado a gráfica cuja concepção de preços está baseada em volume, conteúdo genérico e venda constante sente cada vez mais o peso da concorrência e vê suas margens desabarem restando para muitos a sensação de que o mercado acabou, que essa indústria acabou.

Daí que,  por força de todas essas circunstâncias, é preciso, mais do que nunca, rever modelos de negócio e reinventar a empresa. Mudar ou morrer. Ou permanecer  algo moribundo, amorfo, atrofiando-se.  Se mudar é sempre um sofrimento, não mudar dói muito mais. O duro é que muitos que estão há muito nesse jogo não sabem como fazê-lo, ou não têm a disposição de fazê-lo ou se tentam fazê-lo não alteram a visão secular do negócio, seguem raciocinando dentro das regras estabelecidas no mercado e, por consequência, mudam só na aparência e fracassam.

Voltar a esse tema me parece sempre importante dada a premência de sua aplicação e ao mesmo tempo pela dificuldade de execução pelas empresas. Volto também motivado por experiências recentes vivenciadas no Brasil e em feiras e encontros internacionais.

Em setembro tivemos a oportunidade de participar de um evento único no setor. Tratou-se do planejamento estratégico do setor gráfico carioca para os próximos 10 anos. Promovido pela Firjan – Federação da Industrias do Rio de Janeiro junto com o Sigraf e Abigraf RJ. Uma iniciativa interessante e importante promovido pela entidade com alguns dos setores industriais do Rio e o primeiro feito com o setor gráfico com esse propósito, reunindo mais de 30 pessoas entre empresários gráficos, consultores, professores de dentro e de fora do setor, representantes do Sebrae, do BNDES, profissionais e diretores da própria Federação

Não foi, por sí, um exercício simples dada a amplitude do tema e a diversidade dos participantes, ainda mais tentando se achar consensos em um único dia de trabalho e procurando olhar todo um setor sob uma esfera estadual. Ainda assim creio que valeu o esforço, com um trabalho final de cinco grupos formados durante o exercício e cujas conclusões que ainda estão em processo de consolidação. Muitas boas ideias surgiram e creio que se bem elaboradas poderão dar uma interessante direção a ser passada de forma positiva ao setor. Dessa conclusões, a que mais se enfatizou, não só durante os debates, mas também ao final da primeira consolidação de ideias foi a de que o principal direcionador do futuro da indústria é a reavaliação do modelo de negócio das empresas. Bingo.

Nas discussões guardei um uma frase dita pelo Ricardo Maia, diretor executivo da Firjan, com a qual concordei integralmente: a gráfica tem que dar um passo além na sua cadeia de valor em direção ao cliente. Perfeito. Romper a inercia de esperar por pedidos; entrar no negócio do cliente, gerar demanda, assumir processos do cliente e trabalhar em soluções que gerem negócios e crescimento conjunto.

Falei acima da força do meio digital e em uma conferencia de imprensa que participamos na última feira Graph Expo com o Guy Getch da EFI ele colocava exatamente isso. Ao invés de lutar contra essa força, a gráfica tem que usa-la a seu favor, estimulando e gerando demandas através do digital, na compra online, na customização de produtos, nos processos de customização de massa, ou seja, fabricar e entregar lotes menores com preços de altos volumes. Como? Com as novas plataformas digitais, processos de produção adequados e novos modelos de venda.

Na mesma feira tive a oportunidade de trocar ideias com diferentes empresários que estão em pleno processo de mudança. Vi uma apresentação de Doug Gant, diretor da Westamerica, (www.mywestamerica.com)  uma gráfica americana do segmento promocional que vem se tornando um fornecedor de projetos de comunicação aos seus clientes com design, impressão, mala direta, online, vídeos e fulfillment. Uma oferta em diferentes meios.

westamerica printing

Entrevistei John Budington e me encantei com a jornada de transformação da sua Global Printing  (www.globalprinting.com ) com sua plataforma de serviços de marketing aos clientes indo muito além da impressão. Ouvi a entrevista do Joe Quadracci da Quad Graphics à nossa amiga Cary Sherburne do WhatTheyThink contando todo o processo de ajuste da empresa as novas demandas, incluindo o fechamento de diversas plantas, mas crescendo forte com as novas plataformas de integração de conteúdo dos clientes. Me marcou sua definição de que a Quad era essencialmente uma excelente empresa de impressão, mas, hoje, é um parceiro multicanal do seu cliente levando seu arquivo digital onde ele o queira disponibilizar.

global printing

Novos modelos de negócio. Novas formas de fazer negócio. Novas proposições de valores e benefícios aos clientes.

Nessa jornada encontrei, como sempre, com nosso também amigo e parceiro Dr. Joe Webb que em sua novas empreitadas está o livro e a metodologia lançada o ano passado junto com Chris Bony e Wayne Peterson chamada de “unsquaring the wheel”,  (www.unsquaringthewheel.com) algo como desenquadrando a roda, em versão livre. Metodologia para ajudar empresas gráficas a construírem modelos de negócio inovadores e que faremos lançamento no Brasil no próximo ano. Muito apropriado para um setor em transformação como o nosso.

unsquaring the wheel

Por outro lado encontrei também empresários gráficos brasileiros que desanimadamente confessaram não ter mais ânimo para investir em um mercado que para eles já acabou. Chega. Em suas visões a indústria acabou, ponto final. Sem dúvida, olhando do ponto de vista deles, sim. Acabou da forma que era antes. Estão esgotados os modelos tradicionais. Se só sabemos trabalhar dessa forma e a mudança não nos anima, não há mesmo nada mais a fazer. Os investimentos são fortes, os desafios não são pequenos e há que se ter a atitude da mudança, a vontade da mudança.

Novos modelos não se constroem sozinhos. Exigem um novo olhar, uma nova perspectiva muito além das conhecidas fronteiras setoriais, do sempre fizemos assim. Exige inovação e atitude. Mas é dela que precisamos para avançar.

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Quem vai prevalecer? A pequena, a média ou a grande empresa gráfica? Ou você?

Voltamos a postar nossos artigos publicados em diferentes revistas e portais desde o ano passado.Acompanhe.

revista Abigraf 284 - set. 2016

No meio de agosto um discreto anuncio, publicado no portal da revista Exame, anunciava que o  Grupo Abril e a Log & Print fecharam acordo para a fusão dos seus negócios gráficos, operação ainda sujeita à assinatura dos documentos definitivos.. Nenhum comentário adicional se seguiu ao anúncio e pegou a muitos do meio gráfico de surpresa.

Na realidade não chega a ser uma real surpresa para quem acompanha com profundidade o setor. De um lado a Abril, em seu processo de reestruturação, por mais de uma vez já havia dado sinais de uma busca de solução para seu parque gráfico em razão seu total foco na geração de conteúdo. Por outro, os acionistas da gráfica de Vinhedo (SP), com seu apetite para negócios de há muito conhecido.

Essa consolidação de negócios também acompanha o que há muito se vê nos grandes centros gráficos mundiais. Nos Estados Unidos, por exemplo, a redução de mais de 30% do número de empresas gráficas nos últimos 10 anos se deve, não só pelo fechamento de empresas, mas, em grande parte, pela concentração de negócios em um número menor de grandes empresas.

Duas são as razões básicas que levam a essa consolidação.  A oriunda da diminuição do mercado e redução de margens levando empresas a buscarem maior participação de mercado e redução de custos fixos pelo aumento da capacidade produtiva e redução de custos de gestão, sem dúvida é a de maior impulso hoje em dia. A consolidação de negócios levada pelos clientes é a segunda maior razão. Geralmente se dá através do atendimento de clientes globais dentro de requisitos estabelecidos pelas suas matrizes onde os clientes atraem seus fornecedores internacionais juntos com sua própria expansão. Em um mundo globalizado é um movimento natural e crescente.

Não é, claro, um fato novo no Brasil. Todos os mercados gráficos que apresentam volume são atrativos, em especial para grupos estrangeiros. Ondas de aquisição já passaram pelas áreas de embalagens e rótulos como o grupo Bemis e Toga, a CCL e vários outras. A antiga área de formulários, em seu auge, tinha a competição internacional da Moore e Interprint. O segmento editorial de há muito tem a Donnelley, a Quad Graphics assim como já teve a Quebecor.  Assim como na cadeia produtiva do setor cujos fornecedores de há muito tem o domínio de empresas internacionais cuja forma de entrada se deu pela compra de empresas locais, da mesma forma como ocorreu com clientes gráficos como, por exemplo, as grandes editoras internacionais. O mote dessas aquisições foi o tamanho do mercado brasileiro e as perspectivas de crescimento.

A consolidação de negócios entre empresas gráficas de grande porte no Brasil, como no caso da Abril, é sem duvida um novo capítulo. De há muito se fala da necessidade  da contração da oferta em vários dos seguimentos gráficos para adequação à demanda, mas poucos movimentos mais significativos são vistos, muito em função das dificuldades de empresas com base familiar e muito arraigadas ao negócio. Poderia ser um indicativo de que esse processo vai se acentuar no Brasil? Talvez sim, mas dependerá da questão econômica nos próximos meses.

Seja como for, uma questão frequentemente levantada é sobre onde a tendência de consolidação de negócios pode levar. O que deve predominar? Grandes, pequenas ou média empresas?

Pelo que se vê no mercado norte-americano e se ele pode servir de parâmetro, há sim uma concentração de negócios nos grandes grupos gráficos, há uma diminuição da quantidade de empresas independente do porte, mas não há a eliminação da pequena empresa, da pequena gráfica. Ainda mais se considerarmos as novas ofertas gráficas relacionadas a impressão funcional nos mais variados tipos de suporte e material.  Por certo que empresas desse porte também têm que adaptar às novas demandas de mercado e as novas maneiras como os consumidores estão buscando o material impresso.

Temos que entender que, na realidade, ninguém compra impressão. Os consumidores e as empresas compram o que a impressão faz bem em relação a outros produtos e serviços que possam fornecer os mesmo resultados. A impressão, ou o material impresso ainda se sobressai no que se refere a relevância, credibilidade, permanência e sensibilidade. Imprimimos e seguiremos imprimindo o que é relevante, até porque o material impresso tem permanência,  não é verdade? Afinal ainda podemos tocar nas bíblias impressas por Gutemberg, mas talvez nem possamos acessar arquivos digitais de três anos atrás. Ainda cremos mais no que lemos no físico do que no digital, em muitos casos, sem contar que muitos estudantes têm regressado aos livros de papel por sua concentração de leitura, ao contrário da leitura em aparatos digitais. Por fim a questão sensorial onde o tato, o olfato e, em especial, o visual ainda são infinitamente superiores ao digital. Se é que existem. Nem conto a questão de proteção e comunicação sobre os produtos proporcionadas pelas embalagens, ainda não substituídos pelo digital. A menos que as impressoras 3D do futuro nos permitam fazer tudo em casa...

Nesse mundo em transformação, a questão é que independente do porte da empresa,  precisamos saber nos comunicar com nossos possíveis clientes. Uma parte da redução do uso de materiais impressos se dá porque novas gerações de criadores, marqueteiros, publicitários e outros agentes nem tem levado a impressão em conta. O interessante é que quando entram em contato com o que se pode fazer com o material impresso dentro do complexo e absurdamente fragmentado mundo da comunicação de hoje, ficam entusiasmados. Foi um pouco o que se viu na última drupa, por exemplo, quando houve diversas manifestações de criativos e de pessoal de marketing no sentido de mostrar a importância que a impressão tem no sentido de atrair o cliente para o looping da comunicação ou mesmo de toca-lo no momento certo, com a mensagem certa e com a comunicação adequada. Fez parte da sensação sentida na sensação sentida na feira sobre o real posicionamento da impressão no mundo de hoje, ao contrário do cenário mais pessimista de quatro anos atrás.

A volta dos catálogos impressos das grandes cadeias de lojas norte-americanas nestes últimos dois anos é um exemplo real dessa história. Revigorados, adequados ao perfil dos clientes, customizados, envolventes e interativos, dando maior tempo e maior proximidade ao cliente para  sua decisão e repostas através dos sites online.

Dessa forma, ilusão pensar que a sobrevivência neste mercado virá em função do porte da empresa, mas, sim, da adequação das empresas a essa nova dinâmica e a essa novas exigências que nós mesmo como consumidores buscamos: rapidez, atendimento personalizado, melhor custo benefício, experiência positiva e atenção. Muita atenção ao que eu quero, como quero, quando quero e no preço que posso pagar.

Essa adaptação pode ser aparentemente mais fácil nas grandes empresas pelo maior acesso as novas tecnologias. Por outro lado empresas menores, startups e empresários sem ramificações anteriores no setor e, consequentemente, sem vícios setoriais, podem criar novos negócios com potencial de mudar a própria indústria.

Como bem o fizeram o Facebook, o Airbnb, o Uber e outros que nem sequer eram parte das industrias em que foram disruptivos.

Que tal ser o próximo disruptor, independente do seu tamanho?

 

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drupa: em sete pontos, uma industria relevante, leve, interdependente, digital e desafiadora.

drupa: em sete pontos, uma industria relevante, leve, interdependente, digital e desafiadora.

nosso atigo na revista Abigraf 283

“ Este é o começo da nova indústria gráfica..... e há muito mais oportunidades no futuro do que se teve no passado”. Essas foram as palavras de Guy Gecht, presidente da EFI, em um curto vídeo de 20 segundos que gravei com ele durante a drupa.

Começo este artigo com essa citação pois creio que ela simboliza muito do que se viu nesta edição da feira e, em especial, dita pelo presidente de uma das empresas de tecnologia mais ativas que temos no mercado gráfico mundial. Seu crescimento vem sendo constante e acima de dois dígitos anualmente. Fruto, de um lado, de uma agressiva política de incorporação de empresas de diversos segmentos de atuação como as impressoras inkjet Creta da Espanha para impressão de cerâmicas e ladrilhos ou mesmo a Metrics, no Brasil, já há alguns poucos anos, entre muitas e muitas outras. É difícil passar um trimestre sem o anuncio de uma nova aquisição. Por outro lado, por estabelecer alianças estratégicas e interdependência com mais de 60 empresas do mercado, incluindo todos os principais fornecedores de tecnologia de impressão digital e de softwares. Hoje, pode-se dizer,  a EFI domina a área de servidores de impressão digital e é forte fornecedor de plataformas de operação gráfica, os workfows. Por essa razão, nessa mesma entrevista, Guy dizia que os gráficos tinham duas opções: ficar atrelado ao passado, reduzir custos e tentar sobreviver ou dar um salto à frente através de uma plataforma tecnológica como as fornecidas pela EFI, claro,  ou por outros do mercado.  

(Veja a entrevista de Guy Gecht)

Sintetizo e pontuo minha observação da feira baseado nessa visão do Gecht e na analogia que podemos fazer com o crescimento da EFI. Primeiro, o que se viu foi uma indústria vibrante, moderna, com altos investimentos em desenvolvimento tecnológico por empresas de classe mundial e uma miríade de centenas de empresas periféricas, todas visando um mercado que, ao contrário de estagnado e decadente, está em uma mudança ascendente. Ascendente para quem está, claramente, atrelado ao futuro e não ao passado. Para quem percebe que o futuro da indústria está na inclusão da relevância do impresso na difusão de mídias e que os produtos da empresa denominada gráfica (ou outro nome mais apropriado de acordo com seu mercado), incluem produtos físicos e não físicos ou mesmo tridimensionais, como os feitos em impressoras 3D.

Interessante isso. Há um certo renascimento da importância da impressão em vários níveis. Não como antes, visando a profusão e volumes abundantes, mas a constatação de que o impresso não é, na realidade, um agressor da natureza ou um transgressor da nova ordem digital do mundo. Que ele tem significado e importância específica, identificável, visual, tátil, olfativa e funcional. Sim, funcional através das embalagens e das inúmeras aplicações que as novas tecnologias vêm permitindo, onde imprimir não se resume mais ao papel ou plásticos, mas se expande em múltiplas direções. Do piso, às paredes, aos móveis, aos azulejos, às roupas, às janelas, às decorações, aos carros, aos aparatos eletrônicos, aos bio-sensores, ao mundo. Sim, hoje podemos imprimir o mundo. Incrível, não?

Dai a constatação de que há mais oportunidades hoje nesse mercado estrategicamente ampliado do que tínhamos antes, da época da reprodução em massa de originais. Hoje cada impressão pode ser um original. E há muitas deles para serem feitos. Cada vez mais, individualmente ou voltados à customização de massa.  Vejam o ressurgimento dos catálogos, a revitalização dos livros e as inúmeras criações de marketing usando o material impresso como impulsor do processo de comunicação aos clientes.

Ratificando essa constatação, encontrei na feira as publicações da PrintPower. (www.printpower.eu) Quem não conhece deveria conhecer. Revistas visual e editorialmente cativantes. Parecem as revistas de informação geral, com textos leves e muito bem dirigidos. Todos, neste caso, dirigidos à importância da impressão. Ela se identifica como “a única revista europeia focando diretamente na efetividade da impressão e seu papel vital em chegar mais perto do consumidor”.  Distribuída em 12 países europeus para mais de 60.000 leitores. Pouco? Pode ser, mas de um impacto imediato. Experimente ver uma. Garanto que como gráfico você vai amar, mas o legal é a mensagem para leitor não gráfico. E nisso eles são muito bons. No alvo.

Capa da revista PrintPower distribuida na feira no estande da Canon:                                          

PrintPower

na revista um destaque para o case da Neutrogena na capa de Caras impressa na Pigma em SP em uma HP 7600:

Pigma

 

Desviei um pouco, mas vejo tudo isso relacionado à minha constatação inicial. Portanto, ponto um: essa indústria está mais vibrante e, repito, estrategicamente ascendente se a olharmos pela fantástica síntese dada pela própria organização da feira: “fígital”, na junção do físico com o digital.

Esta edição da drupa também foi, para mim, a mais leve das últimas edições. Explico. Os equipamentos, de forma geral, são feitos para aplicações específicas, em especial as impressoras digitais.  No entanto, mais do que nunca, e com a velocidade de mudança dos mercados, os fabricantes de equipamentos desenvolvem soluções a partir das necessidades dos clientes para utilização quase imediata. Em especial com as novas tecnologias inkjet e as aplicações das cabeças de impressão em diferentes configurações de equipamentos. Por isso saí da feira com a nítida sensação de que os equipamentos serão, cada vez mais, customizados para os clientes, a partir de suas necessidades específicas e aplicações que nem sempre vão durar mais do que alguns poucos anos. Um equipamento para cada um! E, portanto, uma indústria mais flexível e mais leve. Uma indústria da customização, a partir dos equipamentos. Meu ponto dois.

O incrivel Hall 17 integralmente ocupado pela HP na feira. A empresa apresentou muitas evoluções tecnológicas mostrando a sua rapidez de respostas para as necessidade dos clientes no dia a dia.

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Reforçando essa visão, e voltando à citação inicial que fiz da EFI como analogia do que se pôde ver na feira, as alianças estratégicas entre fabricantes foram às alturas. E há uma clara lógica por trás disso. Para um desenvolvimento mais rápido de soluções, menor custo, rapidez e efetividade, nada melhor do que juntar competências. Tomem-se os tradicionais fabricantes de equipamentos offset com décadas de experiência no desenho e manufatura de grandes estruturas de máquinas e mais do que provados sistemas alimentação, passagem e transporte mecânico de papel e junte-se aos novos sistemas de impressão digitais que as empresas de tecnologia bem saber fazer e pronto! Uma incrível oferta e anúncios de novos equipamentos digitais, a maioria focados para a produção de embalagem, com especial ênfase para impressão direta de embalagens corrugadas, ondulados nos mais diversos tipos de ondas. Muitos chegaram a dizer que essa era a drupa dos corrugados. Portanto, a construção de soluções finais através de alianças entre fabricantes diversos visando novos equipamentos digitais e híbridos, a criação de interdependências, tão ao molde do mudo atual,  é meu terceiro ponto.

rotativa para corrugado da KBA e HP (na feira só estavam os cilindros)

HP KBA

Se falei em leveza, mais leve ainda é pensar nas plataformas digitais, ainda mais agora que estão se alçando às nuvens. Se a questão do workflow já era relevante há pelo menos 3 ou 4 drupas,  mais do que nunca é agora com os conceitos da chamada indústria 4.0 ou Print 4.0 como colocada na feira. Foi o tema de meu artigo anterior publicado  nesta revista Abigraf. Não estamos ainda lá, mas estamos a caminho das plantas inteligentes, conectadas e de produções flexíveis, características dessa nova concepção industrial. A configuração da sua plataforma individual de produção que começa na conexão e interação com o cliente, na facilitação da determinação e ordenação do trabalho e sua incorporação no fluxo de produção da gráfica, a conjunção dos processos produtivos e a incorporação de serviços que absorvem processos do cliente e criam valor nessa relação. Sei que tudo isso pode soar estranho para alguns, mas já é o que acontece quando começamos a montar o quebra cabeças da nossa plataforma digital de oferta ao cliente interligada ao sistema operacional. Um quebra cabeças composto por softwares que interagem e integram o web-to-print, precificação, produção e logística. Com a realidade de já se poder fazer isso tudo nas nuvens. Meu quarto ponto observado e anotado.

Um bem sacado slide da Ricoh em sua apresentação para a imprensa na feira sobre a Indústria 4.0:

Captura de Tela 2016 07 05 às 23.04.30

 

Não há, claro, como falar dessa drupa sem falar de impressão digital e, em especial, do inkjet. Há três drupas que se fala do inkjet, mas essa, finalmente, se pode dizer que foi dominante. Uma prévia disso já se via na GraphExpo do ano passado em Chicago. Uma explosão de ofertas com ênfase nos grandes equipamentos rotativos e nas novas ou semi novas máquinas de bobina a folha. Já antecipávamos isso no conjunto de artigos que publicamos do nosso amigo David Zwang em nosso blog. Não deixou de impressionar os grandes e sofisticados estandes dos principais fornecedores de tecnologia digital como Canon, Ricoh, Xerox, Agfa, Konica Minolta, e o charmoso estande da Kodak, entre outros, com especial destaque para a HP e seu impressionante Hall 17. Abarrotado. De equipamentos e de gente, o tempo todo. Com produções de ponta a ponta, da criação ao produto final. com muitas amostras de material impresso. Uma feira, aliás repleta de amostras à vontade, com exceção das mais procuradas que eram as da Landa, difíceis de obter.

Amostras de impressões inkjet no stand da Kodak

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Falando em Landa, não é possível falar da feira sem tocar daquele que foi o estande mais procurado, o que mais despertou curiosidade e que, finalmente, mostrou suas máquinas em demonstrações ao vivo e em cores. Velocidades espetaculares equivalentes ao offset, nas planas e rotativa, impressões em cores vibrantes, um show de apresentação e marketing do gênio Benny Landa em um auditório repleto de realidade aumentada e efeitos especiais. Um novo equipamento de metalização que promete engolir o hot stamping. O anuncio da entrega das primeiras máquinas beta para grandes empresas no mundo e novas confirmações de pedidos. Tudo de acordo com o que se esperava depois do seu explosivo e surpreendente aparecimento na drupa anterior. Mas agora é que a coisa vai pegar. Só na realidade da produção é que as máquinas vão ser testadas e, certamente, muito desafios ainda vão surgir. E sua real disruptura entre o offset e o digital vai se confirmar ou não. Seguramente sim, com o tempo. Não há como, digital, inkjet, Landa é meu quinto ponto de destaque.

O show particular de Landa na feira e a projeção da velocidade das suas máquinas

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Vendo tudo isso e com uma participação bem menos relevante dos sistemas offset na feira, poderíamos concluir que os processos tradicionais estão em real decadência prevalecendo de vez o digital, mas a história não é bem essa. Primeiro que a produção de material gráfico em offset, flexografia, rotogravura e outros são ainda amplamente dominantes. O digital é crescente e continuará a ganhar espaço, mas ao longo destes últimos anos o investimento em offset parou de cair em nível mundial e vem se estabilizando ao redor de 28%, conforme os dados das pesquisas da drupa. Fora isso não há como não se extasiar, essa é a palavra, com a qualidade de reprodução atingida hoje pela flexografia, de longe o processo que mais ganha espaço na produção de rótulos e embalagens, ainda que o digital venha mordendo pedacinhos desse segmento. Segmento de embalagens, aliás, que logo chegará a representar 50% da produção gráfica mundial, segundo os dados do estudo WWMP da Npes/Primir. Não é à toa que tantos lançamentos focaram esse mercado na feira, tanto de impressão digital, equipamentos híbridos e os tradicionais, incluindo nisso os de acabamentos, novos reis na busca de produtividade e embelezamento do material impresso. O fator sensorial realça o material impresso e capta a atenção do consumidor e dos muitos jovens que redescobrem valor em algo além do digital. Por isso mesmo não houve quem não se impressionasse com as fabulosas apresentações dos novos equipamentos e aplicações da Scoodix, os envernizamentos da MGI, o corte e vinco a laser da Highcon e outros. O mundo da conversão que inclui a produção de rótulos e embalagens flexíveis, corrugadas ou semi rígidas, a evolução dos acabamentos em linha na busca de produtividade e todos os recursos que realçam o lado sensorial da impressão, são, obviamente, meu sexto ponto de realce.

amostras da Scoodix na feira com suas aplicações de verniz e relevo no digital:

scoodix

Muito também se mostrou e se falou das agora badaladas impressão funcional e impressão industrial, embora muitos não entendam ainda essas classificações. A impressão funcional é toda aquela não baseada em papel e que pode utilizar os mais diferentes substratos: madeira, tecidos, vidro, plástico, cerâmica, eletrônicos e outros. A impressão industrial também usa esses diferentes substratos, mas é parte de um processo produtivo industrial como movelaria, vidrarias, cerâmicas, etc. Com as novas tecnologias digitais de impressão em equipamentos chamados de grande formato em plotters, flatbeds, etc., vem revolucionando mesmo a arte de imprimir e pintar o mundo. É o que chamo de mundo da impressão da coisas. O interessante é ver a importância que essas aplicações ganharam ao longo do tempo, herdeiras que são do ainda existente e firme mercado de silk screen. Mercados fragmentados, mas nichos que ganham importância e relevância a ponto de serem cada vez mais incorporados nas linhas de produção de gráficas comercias.

Nessa linha também entram as impressoras 3D e toda a discussão que trazem embutidas. É o não impressão? É ou não produto gráfico?. Apontada como uma das artífices da nova produção industrial, seu uso é crescente desde protótipos a fantásticas aplicações biomédicas, na construção de próteses e articulações e muito mais. O que faziam esses equipamentos na drupa?

Nesse ponto ceio que os organizadores acertaram em cheio. A intenção foi criar a disruptura, um contraponto, um estímulo para se pensar fora da caixa. Daí também o convite para que o pessoal do Medice Group viesse na abertura da feira falar de inovação ressaltando o que chamam de intersecções, choques de diferente culturas que geram novas ideias e, claro, inovações. Mais que nunca pensar fora da caixa é fundamental em um mundo dinâmico, interdependente e complexo onde a comunicação é cada vez mais individualizada e menos apolínea. O que se vai fazer com o 3D? Ora alguns vão simplesmente fazer bonequinhos com a cara das pessoas e vender em quiosque nos shoppings. Outros vão incorporar em convites, em materiais promocionais, em comunicações que criem diferenciais para seus clientes e causem novas experiências. Outros, como mostrados pela Massivit de Israel que trouxe uma impressora 3D de 1,80m de altura criar não só outdoors chamativos com peças tridimensionais, como mostrou um case de envelopamento de um ônibus com impressos sobre moldes feitos em 3D com as caras dos Angry Birds criando um efeito visual fenomenal. Por todo esse novo mundo funcional, tridimensional e também sensorial, meu sétimo ponto.

aplicação de 3D em outdoor da Massivit no páteo central da feira:

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Por fim, regresso ao começo. Revejo a entrevista do Guy e confirmo. Sem dúvida esse é o limiar de uma nova indústria gráfica, ou de uma nova indústria, com mais oportunidades pela diversidade de produtos, mercados e inovações. Dentro disso, o empresário gráfico pode dar um salto à frente, se arrojar e tomar a atitude de mudar e buscar novos caminhos que começam no efetivo entendimento das novas necessidades dos seus clientes que querem reduzir seus custos de processos, querem se comunicar melhor e levar aos seus clientes experiências sensoriais, relevantes, personalizadas e customizadas. Querem mais do que fornecedores: querem verdadeiros parceiros de jornada e de negócios. A tecnologia para isso já existe. A drupa mostrou isso claramente.

Que tal aceitar esse desafio já?

 

P.S a mudança de 3 para 4 anos para a próxima feira obrigou a algumas adaptações..

 

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Inkjet de Produção na Drupa 2016 - artigo 8 - Xerox

Seguimos na publicação dos artigos que traduzimos de David Zwang recém publicados no WhatTheyThink com explicações detalhadas das principais tecnologias de inkjet de produção que estarão expostas na drupa deste ano.

Neste artigo, David olha para o atual estado da Xerox. A integração com a Impika produziu uma excitante colaboração, resultando em alguns novos produtos que serão lançados na Drupa 2016 e, talvez, uma ideía do futuro caminho da empresa.

By David Zwang
Published: May 25, 2016

Por ora você provavelmente ouviu que a Xerox estará se dividindo em duas empresas públicas: a empresa de serviços e a empresa dedicada ao negócio de suas raízes, impressão e equipamentos de cópia e processos. Sob a luz de boas noticias talvez faça sentido olhar a Xerox como uma nova empresa com muitas novas oportunidades.

No meu primeiro artigo sobre a Xerox, falei sobre a história da empresa e a CiPress, suaentrada inicial em inkjet de produção. Subsenquentemente fiz um profundo mergulho para apresentação da Impika, seus produtos e sua ampla experiência em tecnologias inkjet. Desde esses artigos iniciais em 2012, a Xerox adquiriu a Impika criando uma empresa com um incrível amplitude de tecnologias de inkjet para serem exploradas. No evento Hunkler Innovation Days de 2015 em Lucerna, Suiça, a Xerox lançou o seu primeiro produto de marca, a Xerox RialtoTM 900, com elogios da indústria. É a única impressora “business color” de inkjet de produção no formato A4 com pouca ocupação de espaço. Também foi a primeira impressora inkjet de produção oferecida a um preço bem abaixo de U$1M ($600K-$700K). Com esse lançamento, em minhas estimativas, o relançamento da Xerox começou e também sua redefinição de marcado de inkjets de produção. Na drupa 2016 a Xerox estará apresentando mais exemplos de sua visão do novo mercado de inkjet de produção.

Imaging

Como mencionado anteriormente a Xerox tem um extensa amplitude de tecnologias inkjet disponiveis para serem exploradas. Isso inclui a tecnologia “phase change”, originalmente adquirida com a Tektronix, uma aplicação inteligente e flexível de cabeças de impressão de terceiros adquirida com a Impika, as pesquisas e desenvolvimentos feitos no Xerox PARC e ainda acesso à divisão Dimatix da parceira Fijifilm se desejarem.

Na sua linha atual de produtos de inkjet de produção, a Xerox está usando uma leque dessas tecnologias. A CiPress continua a usar a cabeça de impressão sem água phase change  DoD 600 dpi que permite a impressão de mídias offset de baixo custo sem necessidade de primer. A Rialto 900 e a nova Brenva HD usam a cabeça de impressão piezo elétrica DoD Kyocera KJ4B que são nativas 600 dpi, imprimindo em 4 niveis de cinza. As impressoras Evolution, Compact e Reference assim como a nova Trivor 2400 usam as cabeças de impressão Panasonic DoD série 420 e imprime uma variedade fixa de tamanhos de gotas e resolução na nativa 600 dpi.

Entretanto, se você estiver lendo esta série de artigos, já deu para entender que não é somente quais cabeças de impressão são usadas. Mais do que isso, é como são usadas  que afeta a qualidade da impressora e desempenho. Por exemplo, muitos outros fabricantes de impressoras usam a Kyocera KJ4B  e, como a Xerox, melhoraram criativamente a operação da cabeça de impressão. Um exemplo seria a adição da “pre-fire’ da Canon na ColorStream 3000, ou modulação multigota na VarioPrint i300. Na Brenva HD, a Xerox traz a flexibilidade para ajustar o tamanho da gota, velocidade e resolução baseados nas necessidades do trabalho. Na Compact, Reference, Evolution e Trivor 2400 a Xerox emprega o modo VHQ desenvolvido pela Impika que usa dois canais diferentes na cabeça Panasonic para enviar dois tamanhos diferentes de gotas de tinta, ao invés de um bico para três gotas em uma escala normal de cinza. Os benefícios são a minimização dos efeitos do tempo de voo de gotas do bico, melhor registro e uma aparência visual de maior qualidade. Como a VHQ requer dois canais de cabeça de impressão, atualmente a VHQ está disponível somente em full color na Evolution e em monocromo na Trivor, Compact e Reference. Eu assumiria que ela se tornará uma opção full color em seus outros modelos em novos produtos e desenvolvimento de características. Finalmente, este ano a Xerox incrementou a frequência da cabeça de impressão de 30 kHz para 40 kHz, aumentando o rendimento da impressora em cerca de 30%

Tintas

Por anos a Xerox e a Impika têm feito melhorias no desempenho do toner e tinta. Em 2012, a Impika lançou as tintas pigmentadas HD, as quais incluíam partículas nano de pigmento para melhorar a deposição de pigmento na tinta enquanto a fazia fluir através dos bicos. Este ano, ainda em tempo para a drupa, a  Xeox está lançando a nova tinta HD com um desempenho ainda melhor, uma gamut mais amplo e melhor contraste de impressão.

Na drupa 2016 a Xerox estará fazendo a demonstração de sua nova tecnologia Xerox High Fusion Ink, uma notável tentativa de criar uma tinta que imprime sobre papel comum de offset, papel silk, ou papel revestido sem qualquer primer ou revestimento posterior. Claro que não se refere somente à tinta em sí, é uma combinação da cabeça,  secadores e mesmo dos resfriadores no caso da Xerox. Essa é a meta que todo fabricante de impressoras de produção aspira, e vamos ver como virá tudo isso junto. Tive a oportunidade de ver exemplos da Tinta Xerox de High Fusion que serão mostrados na drupa 2016 sobre papel super revestidos, papel mate e revestidos e os resultados foram notáveis. A Tinta Xerox de High Fusion está atualmente estimada para instalação beta no quarto trimestre de 2016 e terá seu lançamento comercial em 2017.

Modelos de Impressoras

A Xerox, indubitavelmente, tem o mais amplo e, talvez, o portfolio mais complexo de impressoras eletrofotográficas (EP) no mercado. Isso inclui 11 modelos monocromo e  highlight color e 10 modelos full color. No segmento de alto volume, a linha de produtos de produção colorida, a Xerox iGen 5, lançada em 2015, é seu modelo referencia. No nível intermediário, a Xerox Versant 2100, atualmente detém essa posição e no segmento de baixo volume está a Xerox C60, com outros modelos intermediários entre os segmentos.

No entanto, com a inclusão das impressoras inkjet de produção, todo uma nova categoria de produto e escala de medida se torna necessária. No portfolio de inkjets de produção a Xerox tem, atualmente, oito modelos. Na sua linha de rotativas atualmente disponível, a empresa continua a vender a impressora CiPress phase change waterless nos modelos 325 pés/min e 500 pés/min. O portfolio também inclui três impressoras de tinta aquosa DoD que vieram com a aquisição da Impika. Elas são a Xerox Impika Evolution que tem uma velocidade de até 254 m/min, a Xerox Impika Compact e Xerox Impika Reference, ambas com velocidade até 127 m/min. O portfolio atual também inclui a previamente mencionada Xerox Rialto 900, formato A4 de bobina a folhas, que tem velocidade de até 48 m/min. Junto com ela, as impressoras Trivor 2400 de alimentação por bobina e a Brenva HD de folhas, mostradas à frente.

Modelos da Próxima Geração

Para a drupa 2016, a Xerox está lançando dois novos modelos de inkjet de produção. Enquanto a previamente lançada Rialto 900 era basicamente a Impika Genesis, cuja máquina conceito foi lançada na drupa 2012 com uma nova pele Xerox, essas duas novas impressoras são verdadeiramente um design colaborativo da nova empresa estruturada. Como a Xerox começa a construir seu “novo” portfolio de inkjet de produção, essas dois novos modelos foram desenhados para mercados alvo ideais, com feedback de clientes e com realçando a força de cada uma das empresas.

Trivor

 

Este novo produto recém desenhado tem sua raízes na Impika Compact, embora tenha sido desenvolvida como uma máquina significativamente mais robusta. Primeiramente ela mantém seu desenho compacto, com sua base de somente 3,5 metros de comprimento e 2,7 metros de largura, tornando-a a impressora inkjet de produção de menor espaço ocupado. Isso é possivel em função da remoção das barras de virada do papel e otimização do caminho do substrato.

Trivor 2

 

O espaço ocupado é um tópico importante para muitas empresas, especialmente na Europa e Asia, quando se pensa na transição para o inkjet. O espaço do chão de fábrica é quase sempre um problema em qualquer empresa e como as máquinas que estão sendo substituídas são EP de menor porte, esse tamanho compacto elimina essa obstáculo.

A Impressora está disponível em configurações com 4/4, 4/0 e 1/1 com upgrade. A Trivor tem um ajuste variável de velocidade de impressão que permite ao operador diminuir para checar a impressão ou aumentar a velocidade para conseguir produtividade máxima. Como discutido anteriormente, essa impressora usa cabeça de impressão Panasonic com resolução 600 dpi nativa, mas também suporta modos de tiragem com qualidade variável. A velocidade da impressora no modo de qualidade de 360 x 600 dpi é de 168 m/min, 100 m/min em 600 x 600 dpi e 50 m/min em modo de qualidade de 1200 x 600 dpi. Em uma configuração monocromo, as velocidades são 200 m/min,  200 m/min e 100 m/min, incluindo a anteriormente discutida VHQ.

As cabeças inkjet DoD necessitam ser exercitadas quando não estão imprimindo para operar em seu estado ótimo ou pode ter bicos sem funcionamento. Portanto a impressora inclui uma Tecnologia Clear Pixel que exercita as cabeças em intervalos regulares com um spray aleatório que é invisível a olho nu. Ela também inclui a tecnologia Xerox Intelligent Scan Bar que adiciona detecção/ compensação de falta de jato e um otimizador de densidade em linha sob demanda. Enquanto a maioria das cabeças de impressão DoD piezo eletrônicas tem uma longa vida de operação, usualmente medida em anos, a Xerox oferece um programa de reforma de cabeças de impressão para minimizar custos de operação.

A Trivor não inclui uma estação de primer. Entretando, a Trivor e a tinta HD melhorada está otimizada para trabalhar com papel offset normal. A Xerox declara que a nova tinta tem o mais longo tempo de abertura de qualquer outra tinta produzida no mercado, o que deve minimizar a necessidade de purgar e manter os bicos abertos, mas também limitar algumas mídias não tratadas para inkjet que se possa impimir, especialmente papéis revestido de estoque. Embora isso possa ser remediado com a nova Tinta Xerox High Fusion

O sistema de transporte da Trivor inclui melhorias de limpeza de bobina e melhor condutor de caminho do papel para melhorar confiabilidade e desempenho. Ela usa uma combinação de IR e secagem com ar quente. Ela é desenhada para trabalhar com diversos parceiros de soluções de acabamento. A gama de peso de papel se estende de 40 a 230 gms, como resultado.

O front end da Trivor é o Xerox IJ Print Server powered by Fiery. Esse é um servidor escalável que pode ser configurado para assegurar que a impressora esteja rodando em velocidade máxima para todos os requisitos de impressão. A Xerox oferece 6 diferentes configurações para ir de encontro a esses requisitos.

 

Brenda

 

Esta é a primeira impressora Xerox de injet de folhas. A primeira coisa que chama a atenção nessa nova máquina é que ela se parece notavelmente como a iGen e deveria. Ao invés de desenvolver o desenho de uma impressora completamente novo, a Xerox decidiu manter algo que funciona e é muito bem sucedido. Como resultado ela foi desenhada como o chassi de transporte de papel muito familiar e confiável da iGen. Ela tem aproximadamente o mesmo comprimento da iGen, o qual, como a Trivor, deve deixar a equação da ocupação de espaço fora do processo de decisão.

A Brenva é uma impressora duplex que suporta folhas até B3+ ( 36 x 52 cm) com uma velocidade máxima de 197 imagens A4 por minuto. Está posicionada para produzir “business color” e malas diretas de qualidade light, semelhante a Rialto, que faz sentido já que ambas usam a mesma cabeça de tecnologia Kyocera KJ4B e tintas aquosas. As quatro barras de impressão têm motor dedicado para controlar os rolos e pontos, e a impressora é constantemente monitorada e ajusta as cabeças de impressão conforme necessidade para manter o alinhamento original e qualidade. O sistema de imagem suporta tamanhos de gotas variados permitindo que múltiplos tamanhos de gotas possam ser alocados em qualquer localização de pixels incrementando a qualidade de impressão e criando linhas mais suaves quando desejado. Há um espectrofotômetro em linha que automaticamente lê gráficos gerados durante a linearização e perfilação de uma nova mídia.

Para aqueles de vocês que não estão familiarizados com a operação da iGen, o seu caminho reto da impressão do papel pode ser visto no vídeo a seguir

 

O sistema de transporte também é configurado com registros avançados e esteira dinâmica direcionadora  que corrige a posição do papel quando entra na área demarcada para eliminar movimentos laterais debaixo das cabeças de impressão.

Ela pode imprimir mídia tratada para inkjet e não revestida suave, mídia comum e mídia áspera. Ela tem capacidade de 20.000 folhas de input com oito pontos de pegada que permite carregar a mídia enquanto imprime. Ela também inclui o stacker de produção que tem capacidade para 5.500 folhas e pode ser descarregado enquanto a impressora estiver rodando. A Xerox anunciou que a máquina pode ser adaptada com o fazedor de livretos CP Bourg e que outras opções de acabamento em linha estarão disponíveis ao longo do tempo.

O front end da Brenva é o Base Windows Xerox Free Flow Print server e Software. Essa versão recém desenhada tem o novo Web UI e inclui muitos dos algoritmos de imagem inteligente e ferramentas de correção que os atuais clientes Xerox estão apreciando em seus atuais DFEs.

E tudo isso por cerca de US$649K, tornando-a uma das máquinas de inkjet de produção de menor custo no mercado hoje.

Workflow

Em adição ao DFE individual para cada impressora, a Xerox continuou o desenvolvimento do Xerox FreeFlow®Core, a peça central da sua suíte de automação de workflow.  Essa nova tecnologia foi desenhada do zero para dar poder a nova oferta da plataforma de produtos e não deve ser confundida com o  FreeFlow Process Manager, um legado de aplicação de workflow da Xerox.

O FreeFlowCore tem capacidade de permitir total flexibilidade e workflow variável “baseado em regras. Ao tomar essa abordagem, a Xerox está reconhecendo que o workflow não é “tamanho único para todos” e permitindo uma abordagem mais modular para a implementação do workflow.

Na drupa 2016 a Xerox estará anunciando o novo FreeFlow Core 5.0 que oferecerá novas configurações Cloud, construídas sobre o anuncio do Cloud de 2015. Ele também inclui novas funcionalidades de gestão de saída e uma integração mais ampla e controle de uma gama mais expandida de soluções de acabamento de terceiros.

Xerox faz embalagens de cartão semi rígido?

Como parte da pesquisa que fiz para este artigo, encontrei o que penso ser um dos maiores segredos da Xerox. Enquanto a empresa não faz muito barulho sobre isso, há cerca de 60 clientes (a maioria na Europa) que estão usando a plataforma iGen na sua linha de embalagens de cartão semi rígido. Eu poderia escrever um artigo só sobre isso, mas acho que o vídeo a seguir conta a história de forma interessante.

Mas isso não para aqui. A Xerox recentemente anunciou uma joint venture com a KBA para criar a KBA VariJET 106 hybrid press, Powered by Xerox. Essa combinação única de inkjet de produção e impressora offset foi desenhada especificamente para endereçar as necessidades da indústria de embalagens semi rígidas. O conceito híbrido é notável, subindo o nível no desenho de impressoras para embalagens semi rígidas. Quando maiores detalhes forem revelados eu atualizarei vocês.

Conclusão.

Enquanto a Xerox tem sido uma líder em impressão de produção em EP desde o começo, no espaço de inkjet de produção a empresa ainda tem convergências a fazer. E quando se olham os avanços econômicos reais em impressão de produção, eles estão centrados ao redor do inkjet de produção e automação. Com o lançamento da Trivor e Brenva, aparenta que não foi simplesmente pegar o portfolio da Impika e colocar uma nova pele. Se somar a isso a nova KBA Powered by Xerox VariJET 106 Folding Carton Press, pode-se ver que a Xerox realmente quer estabelecer uma nova linha de base para as impressoras inkjet de produção, tal como fez com as EP. E parece estar fazendo isso com o entendimento que a chave, no curto prazo, será pegar as bases existentes das EPs e da offset de curta tiragem e mover para inkjet com menor número de obstáculos possíveis.

Por outro lado, o desafio da “nova” Xerox será levar essa informação para o mercado. Talvez seja a hora da empresa olhar o seu crescente e amplo portfolio e criar uma mensagem mais coerente sobre quem é essa nova empresa e como está melhor posicionada para servir aos novos requisitos de mercado. Fazendo isso através de sua própria linha de produtos de inkjet de produção e através de joint ventures usando a Xerox Impika ou outra tecnologia de imagem desenvolvida pela Xerox pode ser um primeiro grande começo.

Fique ligado para mais um monte de informações sobre outras soluções de inkjet de produção tão logo as informações fiquem disponiveis antes e depois da Drupa 2016

Sobre o David: 

David Zwang

David Zwang é consultor norte-americano, trabalhando com otimização da produção, planejamento estratégico, análise de mercado e servicos relacionados. Seus clientes incluem gráicas, fabricantes, varejistas, editoras, premedia e agências do governo americano 

 

 

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Inkjet de Produção na Drupa 2016 - artigo 7 - Kodak

Seguimos na publicação dos artigos que traduzimos de David Zwang recém publicados no WhatTheyThink com explicações detalhadas das principais tecnologias de inkjet de produção que estarão expostas na drupa deste ano.

Neste artigo David olha para o estado atual e o futuro da Divisão de Sistemas Inkjet da Kodak (EISD), as tecnologias Stream e ULTRASTREAM assim como dos produtos Prosper e futuras tecnologias.

By David Zwang

Published: April 26, 2016

No meu primeiro artigo  sobre inkjet de produção da Kodak pude olhar para sua história e uma ampla gama de produtos que incluíam as linhas de produto VERSAMARK e PROSPER. O artigo foi escrito antes da Kodak entrar em recuperação judicial em 2012. Quando a empresa saiu dessa recuperação em 2013, Antonio M. Perez, presidente do conselho e CEO naquela época, anunciou: “ Nós emergimos como uma empresa de tecnologia servindo imagem para mercados de negócios – incluindo embalagem, impressão funcional, serviços profissionais e comunicação gráfica...”. Indo rapidamente para 15 de março de 2016, a Kodak anunciou que estava em negociações para vender o seu negócio de Enterprise Inkjet. Se isso soa confuso para você ( e deveria) na conclusão deste artigo eu compartilharei minha opinião sobre essa proposta venda.

Mais importante ainda, neste artigo focarei sobre o que a Enterprise Inkjet Systems Division (EISD) vem fazendo e para onde, presentemente, estão se dirigindo. No final de março, junto com um pequeno grupo de analistas, tive a oportunidade de visitar a sede da EISD em Dayton Ohio para ver em que eles estiveram trabalhando e o que eles estão planejando para mostrar na drupa 2016. Em resumo, fiquei muito impressionado com o que vi e o que eles realizaram durante o relativamente quieto período de cortes,  de quebra e reorganização. Mal posso esperar para ver o que mais eles serão capazes de fazer quando colocarem essas e outras distrações corporativas da Kodak para trás.

Além da linha de cabeças de impressão e impressoras da PROSPER, a EISD tem trabalhado quietamente, mas nem tanto, com algumas poucas empresas para sejam OEM (fabricantes originais de equipamentos) de suas tecnologias de Inkjet Contínuo (CIJ). Nisso se incluem fabricantes de impressoras como a Timsons para suas impressoras de jornais, e a Bobst para sua nova linha de impressoras de embalagens para cartão corrugado, para cartão semi rígido e para embalagens flexíveis. Entretanto a Kodak também tem trabalhado com outras empresas na área de impressão funcional e decorativa em relacionamentos de OEM que não estão ainda prontos para anuncio público nesse momento. Com sua tecnologia escalável ULTRASTREAM em módulos de impressão para OEM, eles podem suportar larguras de impressão de 20,3 a 246,4 cm , o que abre um grande número de aplicações potenciais. Algumas dessas novas áreas incluem: substratos industriais, impressão de eletrônicos, biomédica e aplicações 3D, apenas para mencionar algumas.

Kodak Continuous Inkjet Imaging

Enquanto a Kodak continua a vender e dar suporte aos produtos VERSAMARK piezoelética (piezo), os esforços atuais e futuros sucessos para EIDS estão realmente centrados ao redor das tecnologia Stream CIJ

No coração da EISD e tecnologia PROSPER está a tecnologia das cabeças de impressão CIJ. Drop on Demand (DoO) e CIJ. No DoD há duas principais categorias de tecnologia, a térmica e a piezo. Na cabeça de impressão térmica, um minúsculo aquecedor vaporiza um fino filme de tinta. Bolhas de vapor preenchem a câmara como uma pistola que força a tinta através de um bico. Bolhas de ar também são forçadas para fora em cada ciclo de ejeção de gota. Na cabeça de impressão piezoelétrica há um material piezzoelétrico em uma câmara cheia de tinta atrás de cada bico ao invés de um elemento aquecedor. Quando a voltagem é ampliada o cristal piezoelétrico vibra, o que gera um pulso de pressão no fluido forçando uma gota de tinta através do bico. A Inkljet piezo permite uma maior variedade de tintas, incluindo UV, do que a inkjet térmica. A tinta térmica precisa ser resistente ao calor e não volátil. Por outro lado, as cabeças de impressão piezo são mais caras para fabricar devido ao uso do transdutor piezzoelétrico.

A Inkjet contínua (CIJ) tem uma abordagem distinta. Não há começo e parada da geração de gota como no DoD. Ao invés disso  a cabeça de impressão gera continuamente um fluxo de tinta através do bico em alta pressão para reduzir o entupimento do bico. Aquecedores esquentam a superfície do fluido do jato conforme ele sai para o bico criando um impulso que modifica a tensão superficial da corrente de jato causando uma turbulência nesse filamento do jato e quebrando a corrente em gotas. O tamanho da gota é proporcional ao tempo entre os pulsos de tinta e a velocidade da corrente e é facilmente controlável. As gotas de tinta não usadas são recirculadas para reuso.

O filme a seguir demonstra as diferenças entre DoD e CIJ

Há muito poucos limites nas químicas das tintas de injeção no CIJ, tornando-as ideal para uma ampla variedade de aplicações além da impressão comercial. A limpeza regular das cabeças permite centenas de milhares de horas de impressão confiável. Se as cabeças não puderem ser limpas, elas são reformadas pela Kodak.  A Kodak atualmente tem duas adaptações de cabeças de impressão inkjet: Stream e a recentemente lançada tecnologia ULTRASTREAM. Todos os produtos PROSPER até aqui foram entregues com a tecnologia Stream.

Stream

Como discutido anteriormente, a cabeça de impressão Stream continuamente gera gotas e usa um fluxo de ar para direcionar as gotas não usadas para reuso. As cabeças de impressão Stream serie S imprimem 600 x 600 dpi a uma velocidade de 1000 pés por minuto. A impressora Prosper da Kodak  suporta ambas resoluções de 600 x 900 e 600 x 600 a uma velocidade de até 1000 pés por minuto e eles dizem que ela imprime ao equivalente a 175 linhas por polegada (lpi) a uma velocidade de 1000 pés por minuto.

ULTRASTREAM Technology

A quarta geração recentemente anunciada da tecnologia de High Definition CIJ tem sido um projeto de alto valor nos laboratórios EISD, por enquanto. Diferentemente da tecnologia Stream que usa um fluxo de ar para desviar as gotas não usadas, a tecnologia ULTRASTREAM usa uma carga de eletrodo para criar gotículas carregadas e não carregadas. As gotículas carregadas são desviadas e recirculadas e as gotículas não carregadas são depositadas no substrato. De acordo com a Kodak, ela despeja mais de 400.000 gotas por segundo por bico, com uma frequência de impressão 3 x mais rápida que as mais rápidas tecnologias DoD. 

stream e ultrastream

 

A tecnologia de cabeças de impressão ULTRASTREAM atualmente imprime com 600 x 1800 dpi a uma velocidade de até 500 pés/min sobre uma ampla variedade de substratos de papel e plástico. Ela também estará disponível em uma configuração com cabeça escaneadora para permitir impressão de bobinas largas com múltiplas cabeças em um carrinho móvel. A Kodak acredita que esta tecnologia também é adequada para configurações de impressoras de alimentação por folhas.

A Kodak estima que o tempo de vida das cabeças de impressão com tecnologia USTRASTREAM seja por volta de 2000 horas e que o seu custo seja igual ou melhor do que a DoD com uma melhor resolução e melhor produtividade. Como previamente mencionado as cabeças não são descartadas como as outras cabeças de inkjet, mas são reformadas pela Kodak por cerca de 50% do custo de uma cabeça de impressão nova.

As amostras impressas que vi, vindo de testes beta estavam muito impressivas e serão mostradas no estande da Kodak durante a drupa 2016. Kits OEM estarão disponíveis na segunda metade de 2017, com os primeiros produtos OEM sendo entregues por volta de 2019.

Ink

Algumas vezes esquecemos, mas em sua raízes a Kodak é uma companhia química. Como resultado, desenvolver uma variedade de químicas para diferentes aplicações para trabalhar com suas cabeças CIJ está na base da Kodak. Como a empresa continua a se engajar em relacionamentos OEM com outros apoiando diferentes requisitos, ela está posicionada para ser um parceiro ideal para a criação e apoio tanto a cabeça de impressão quanto a deposição de materiais.

A Kodak desenvolveu a patente de tintas especialmente para a tecnologia Stream Inkjet. Elas são fabricadas usando a tecnologia de moagem micro-media. A Nano partícula (10 – 60 nm de tamanho médio de partículas) do pigmento base da tinta também inclui dispersantes poliméricos para melhorar a permanência da imagem, resistência da água e confiabilidade. As tintas têm uma excepcionalmente ampla variedade de gamut, dita ser 35% maior que a comparável impressão em offset de 175 linhas em papel revestido. As ofertas atuais de tinta com base em água são tintas de processo pigmentado.

Devido ao processo CIJ, os bicos estão sempre molhados o que elimina a necessidade de expulsão entre impressões e também reduz a necessidade de um alto nível de humidificantes. Humidificantes são usados não só para evitar a secagem da tinta nos bicos, mas também afeta sua secagem nas folhas. Pela redução do nível de humificadores na tinta, você também pode reduzir o custo da tinta e permitir que ela seque mais rápido em substratos brilhantes.

XGV (Extended Gamut and Varnish) – Gamut Estendido e Verniz

O sitema Híbrido XGV da Kodak foi desenhado usando o sistema de impressão da PROSPER S10 e pode imprimir até 500 pés/mim em papel ou filmes flexíveis para produção de embalagens. Ela usa uma solução de inkjet baseada em água que imprime CMYKOGV, mais envernizamento digital. O gamut estendido pode equivaler  a mais de 98% de cores de marcas sem mudar as tintas. As tintas são adequadas com os regulamentos para contato indireto com alimentos. Assim como todas as tintas pigmentadas da Kodak, elas tem uma resistência superior ao desbotamento de

Enquanto esse sistema foi inicialmente desenhado para ser integrado em linha ou perto da linha com impressoras de rotogravura ou flexo sem diminuição da velocidade das impressoras, ela pode ser configurada como um sistema único. O sistema de tecnologia XGV estará rodando ao vivo no estande da Kodak na drupa 2016.

Produtos

Cobri a atual linha de impressoras PROSPER incluindo: PROSPER 6000C, desenhada para aplicações de catálogos comerciais com alta cobertura. A PROSER 6000P é desenhada para aplicações editoriais com baixa cobertura e que usem papel jornal  e a PROSPER 1000 Plus que é negociada como a impressora inkjet mais rápida do mundo em preto e branco.

A série PROSPER S também está disponível e há mais de 1300 cabeças da PROSPER série S instaladas em uma variedade de impressoras de flexo, rotogravura e offset. Adicionalmente, elas também foram instaladas para fazer impressão variável em equipamentos de dobra e acabamento.

A Estação de Otimização de Imagem (IOS) da PROSPER está disponível tanto em versão em linha ou fora de linha. Isso inclui uma estação de fluxo de primer de cobertura que permite ao usuário uma maior seleção de mídias e melhor desempenho de impressão.

DFE

As séries de cabeças inkjet PROSPER, tanto da Stream quanto da ULTRASTREAM, são direcionadas pelo Kodak 700 Print Manager DFE escalável. O 700 aceita todos os formatos necessários de arquivos incluindo AFP, IPDS, IJPDS, PDF, PS, PPML e VPS. Ele suporta controles e comunicação JDF e JMF. Atualmente inclui Adobe APPE 3.x, que dá um suporte melhor e mais rápido para PDF/VT assim como um processamento paralelo mais eficiente de PDF.

Conclusão

Para aqueles, como você, que podem não entender porque a Kodak ou qualquer outra empresa pode querer vender essa excitante e promissora tecnologia, aqui vai meu palpite. Como parte da saída da bancarrota, há um arranjo financeiro baseado em empréstimos que exerce um significativo controle da empresa nas mãos de um grupo de investidores privados de capital, o que inclui a GSO Capital Partners, uma subsidiária do Tha Brackstone Group, BlueMountain Capital Management, George Karfunkel, Unites Equities Commodities Company e a Contrarian Capital. Como a maioria de vocês sabe, as firmas de private equity são usualmente muito focadas em ganhos financeiros de curto prazo, e que não têm, usualmente, maior interesse em empresas de tecnologia emergente. Nessa contradição de metas e pela falta de conhecimento do potencial, elas têm direcionado a EISD a buscar outra casa com um “parceiro” estratégico. Em essência elas estão procurando uma empresa que aprecie o que são as tecnologias Stream e ULTRASTREAM da Kodak e como elas podem evoluir em rentabilidade no curto prazo e em um retorno a longo prazo do investimento.

Desde sua concepção, se sob o logo da Mead Digital Systems, Diconix, Kodak, Scitex ou Kodak, a EISD continuará a inovar e vender e licenciar excitantes tecnologias, como sempre desde os anos 1970.

 

Fique ligado para mais um monte de informações sobre outras soluções de inkjet de produção tão logo as informações fiquem disponiveis e quanto mais perto estivermos da drupa 2016

Sobre o David: 

David Zwang

David Zwang é consultor norte-americano, trabalhando com otimização da produção, planejamento estratégico, análise de mercado e servicos relacionados. Seus clientes incluem gráicas, fabricantes, varejistas, editoras, premedia e agências do governo americano 

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