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Impressões

O blog da ANconsulting

Inkjet de Produção na Drupa 2016 - artigo 8 - Xerox

Seguimos na publicação dos artigos que traduzimos de David Zwang recém publicados no WhatTheyThink com explicações detalhadas das principais tecnologias de inkjet de produção que estarão expostas na drupa deste ano.

Neste artigo, David olha para o atual estado da Xerox. A integração com a Impika produziu uma excitante colaboração, resultando em alguns novos produtos que serão lançados na Drupa 2016 e, talvez, uma ideía do futuro caminho da empresa.

By David Zwang
Published: May 25, 2016

Por ora você provavelmente ouviu que a Xerox estará se dividindo em duas empresas públicas: a empresa de serviços e a empresa dedicada ao negócio de suas raízes, impressão e equipamentos de cópia e processos. Sob a luz de boas noticias talvez faça sentido olhar a Xerox como uma nova empresa com muitas novas oportunidades.

No meu primeiro artigo sobre a Xerox, falei sobre a história da empresa e a CiPress, suaentrada inicial em inkjet de produção. Subsenquentemente fiz um profundo mergulho para apresentação da Impika, seus produtos e sua ampla experiência em tecnologias inkjet. Desde esses artigos iniciais em 2012, a Xerox adquiriu a Impika criando uma empresa com um incrível amplitude de tecnologias de inkjet para serem exploradas. No evento Hunkler Innovation Days de 2015 em Lucerna, Suiça, a Xerox lançou o seu primeiro produto de marca, a Xerox RialtoTM 900, com elogios da indústria. É a única impressora “business color” de inkjet de produção no formato A4 com pouca ocupação de espaço. Também foi a primeira impressora inkjet de produção oferecida a um preço bem abaixo de U$1M ($600K-$700K). Com esse lançamento, em minhas estimativas, o relançamento da Xerox começou e também sua redefinição de marcado de inkjets de produção. Na drupa 2016 a Xerox estará apresentando mais exemplos de sua visão do novo mercado de inkjet de produção.

Imaging

Como mencionado anteriormente a Xerox tem um extensa amplitude de tecnologias inkjet disponiveis para serem exploradas. Isso inclui a tecnologia “phase change”, originalmente adquirida com a Tektronix, uma aplicação inteligente e flexível de cabeças de impressão de terceiros adquirida com a Impika, as pesquisas e desenvolvimentos feitos no Xerox PARC e ainda acesso à divisão Dimatix da parceira Fijifilm se desejarem.

Na sua linha atual de produtos de inkjet de produção, a Xerox está usando uma leque dessas tecnologias. A CiPress continua a usar a cabeça de impressão sem água phase change  DoD 600 dpi que permite a impressão de mídias offset de baixo custo sem necessidade de primer. A Rialto 900 e a nova Brenva HD usam a cabeça de impressão piezo elétrica DoD Kyocera KJ4B que são nativas 600 dpi, imprimindo em 4 niveis de cinza. As impressoras Evolution, Compact e Reference assim como a nova Trivor 2400 usam as cabeças de impressão Panasonic DoD série 420 e imprime uma variedade fixa de tamanhos de gotas e resolução na nativa 600 dpi.

Entretanto, se você estiver lendo esta série de artigos, já deu para entender que não é somente quais cabeças de impressão são usadas. Mais do que isso, é como são usadas  que afeta a qualidade da impressora e desempenho. Por exemplo, muitos outros fabricantes de impressoras usam a Kyocera KJ4B  e, como a Xerox, melhoraram criativamente a operação da cabeça de impressão. Um exemplo seria a adição da “pre-fire’ da Canon na ColorStream 3000, ou modulação multigota na VarioPrint i300. Na Brenva HD, a Xerox traz a flexibilidade para ajustar o tamanho da gota, velocidade e resolução baseados nas necessidades do trabalho. Na Compact, Reference, Evolution e Trivor 2400 a Xerox emprega o modo VHQ desenvolvido pela Impika que usa dois canais diferentes na cabeça Panasonic para enviar dois tamanhos diferentes de gotas de tinta, ao invés de um bico para três gotas em uma escala normal de cinza. Os benefícios são a minimização dos efeitos do tempo de voo de gotas do bico, melhor registro e uma aparência visual de maior qualidade. Como a VHQ requer dois canais de cabeça de impressão, atualmente a VHQ está disponível somente em full color na Evolution e em monocromo na Trivor, Compact e Reference. Eu assumiria que ela se tornará uma opção full color em seus outros modelos em novos produtos e desenvolvimento de características. Finalmente, este ano a Xerox incrementou a frequência da cabeça de impressão de 30 kHz para 40 kHz, aumentando o rendimento da impressora em cerca de 30%

Tintas

Por anos a Xerox e a Impika têm feito melhorias no desempenho do toner e tinta. Em 2012, a Impika lançou as tintas pigmentadas HD, as quais incluíam partículas nano de pigmento para melhorar a deposição de pigmento na tinta enquanto a fazia fluir através dos bicos. Este ano, ainda em tempo para a drupa, a  Xeox está lançando a nova tinta HD com um desempenho ainda melhor, uma gamut mais amplo e melhor contraste de impressão.

Na drupa 2016 a Xerox estará fazendo a demonstração de sua nova tecnologia Xerox High Fusion Ink, uma notável tentativa de criar uma tinta que imprime sobre papel comum de offset, papel silk, ou papel revestido sem qualquer primer ou revestimento posterior. Claro que não se refere somente à tinta em sí, é uma combinação da cabeça,  secadores e mesmo dos resfriadores no caso da Xerox. Essa é a meta que todo fabricante de impressoras de produção aspira, e vamos ver como virá tudo isso junto. Tive a oportunidade de ver exemplos da Tinta Xerox de High Fusion que serão mostrados na drupa 2016 sobre papel super revestidos, papel mate e revestidos e os resultados foram notáveis. A Tinta Xerox de High Fusion está atualmente estimada para instalação beta no quarto trimestre de 2016 e terá seu lançamento comercial em 2017.

Modelos de Impressoras

A Xerox, indubitavelmente, tem o mais amplo e, talvez, o portfolio mais complexo de impressoras eletrofotográficas (EP) no mercado. Isso inclui 11 modelos monocromo e  highlight color e 10 modelos full color. No segmento de alto volume, a linha de produtos de produção colorida, a Xerox iGen 5, lançada em 2015, é seu modelo referencia. No nível intermediário, a Xerox Versant 2100, atualmente detém essa posição e no segmento de baixo volume está a Xerox C60, com outros modelos intermediários entre os segmentos.

No entanto, com a inclusão das impressoras inkjet de produção, todo uma nova categoria de produto e escala de medida se torna necessária. No portfolio de inkjets de produção a Xerox tem, atualmente, oito modelos. Na sua linha de rotativas atualmente disponível, a empresa continua a vender a impressora CiPress phase change waterless nos modelos 325 pés/min e 500 pés/min. O portfolio também inclui três impressoras de tinta aquosa DoD que vieram com a aquisição da Impika. Elas são a Xerox Impika Evolution que tem uma velocidade de até 254 m/min, a Xerox Impika Compact e Xerox Impika Reference, ambas com velocidade até 127 m/min. O portfolio atual também inclui a previamente mencionada Xerox Rialto 900, formato A4 de bobina a folhas, que tem velocidade de até 48 m/min. Junto com ela, as impressoras Trivor 2400 de alimentação por bobina e a Brenva HD de folhas, mostradas à frente.

Modelos da Próxima Geração

Para a drupa 2016, a Xerox está lançando dois novos modelos de inkjet de produção. Enquanto a previamente lançada Rialto 900 era basicamente a Impika Genesis, cuja máquina conceito foi lançada na drupa 2012 com uma nova pele Xerox, essas duas novas impressoras são verdadeiramente um design colaborativo da nova empresa estruturada. Como a Xerox começa a construir seu “novo” portfolio de inkjet de produção, essas dois novos modelos foram desenhados para mercados alvo ideais, com feedback de clientes e com realçando a força de cada uma das empresas.

Trivor

 

Este novo produto recém desenhado tem sua raízes na Impika Compact, embora tenha sido desenvolvida como uma máquina significativamente mais robusta. Primeiramente ela mantém seu desenho compacto, com sua base de somente 3,5 metros de comprimento e 2,7 metros de largura, tornando-a a impressora inkjet de produção de menor espaço ocupado. Isso é possivel em função da remoção das barras de virada do papel e otimização do caminho do substrato.

Trivor 2

 

O espaço ocupado é um tópico importante para muitas empresas, especialmente na Europa e Asia, quando se pensa na transição para o inkjet. O espaço do chão de fábrica é quase sempre um problema em qualquer empresa e como as máquinas que estão sendo substituídas são EP de menor porte, esse tamanho compacto elimina essa obstáculo.

A Impressora está disponível em configurações com 4/4, 4/0 e 1/1 com upgrade. A Trivor tem um ajuste variável de velocidade de impressão que permite ao operador diminuir para checar a impressão ou aumentar a velocidade para conseguir produtividade máxima. Como discutido anteriormente, essa impressora usa cabeça de impressão Panasonic com resolução 600 dpi nativa, mas também suporta modos de tiragem com qualidade variável. A velocidade da impressora no modo de qualidade de 360 x 600 dpi é de 168 m/min, 100 m/min em 600 x 600 dpi e 50 m/min em modo de qualidade de 1200 x 600 dpi. Em uma configuração monocromo, as velocidades são 200 m/min,  200 m/min e 100 m/min, incluindo a anteriormente discutida VHQ.

As cabeças inkjet DoD necessitam ser exercitadas quando não estão imprimindo para operar em seu estado ótimo ou pode ter bicos sem funcionamento. Portanto a impressora inclui uma Tecnologia Clear Pixel que exercita as cabeças em intervalos regulares com um spray aleatório que é invisível a olho nu. Ela também inclui a tecnologia Xerox Intelligent Scan Bar que adiciona detecção/ compensação de falta de jato e um otimizador de densidade em linha sob demanda. Enquanto a maioria das cabeças de impressão DoD piezo eletrônicas tem uma longa vida de operação, usualmente medida em anos, a Xerox oferece um programa de reforma de cabeças de impressão para minimizar custos de operação.

A Trivor não inclui uma estação de primer. Entretando, a Trivor e a tinta HD melhorada está otimizada para trabalhar com papel offset normal. A Xerox declara que a nova tinta tem o mais longo tempo de abertura de qualquer outra tinta produzida no mercado, o que deve minimizar a necessidade de purgar e manter os bicos abertos, mas também limitar algumas mídias não tratadas para inkjet que se possa impimir, especialmente papéis revestido de estoque. Embora isso possa ser remediado com a nova Tinta Xerox High Fusion

O sistema de transporte da Trivor inclui melhorias de limpeza de bobina e melhor condutor de caminho do papel para melhorar confiabilidade e desempenho. Ela usa uma combinação de IR e secagem com ar quente. Ela é desenhada para trabalhar com diversos parceiros de soluções de acabamento. A gama de peso de papel se estende de 40 a 230 gms, como resultado.

O front end da Trivor é o Xerox IJ Print Server powered by Fiery. Esse é um servidor escalável que pode ser configurado para assegurar que a impressora esteja rodando em velocidade máxima para todos os requisitos de impressão. A Xerox oferece 6 diferentes configurações para ir de encontro a esses requisitos.

 

Brenda

 

Esta é a primeira impressora Xerox de injet de folhas. A primeira coisa que chama a atenção nessa nova máquina é que ela se parece notavelmente como a iGen e deveria. Ao invés de desenvolver o desenho de uma impressora completamente novo, a Xerox decidiu manter algo que funciona e é muito bem sucedido. Como resultado ela foi desenhada como o chassi de transporte de papel muito familiar e confiável da iGen. Ela tem aproximadamente o mesmo comprimento da iGen, o qual, como a Trivor, deve deixar a equação da ocupação de espaço fora do processo de decisão.

A Brenva é uma impressora duplex que suporta folhas até B3+ ( 36 x 52 cm) com uma velocidade máxima de 197 imagens A4 por minuto. Está posicionada para produzir “business color” e malas diretas de qualidade light, semelhante a Rialto, que faz sentido já que ambas usam a mesma cabeça de tecnologia Kyocera KJ4B e tintas aquosas. As quatro barras de impressão têm motor dedicado para controlar os rolos e pontos, e a impressora é constantemente monitorada e ajusta as cabeças de impressão conforme necessidade para manter o alinhamento original e qualidade. O sistema de imagem suporta tamanhos de gotas variados permitindo que múltiplos tamanhos de gotas possam ser alocados em qualquer localização de pixels incrementando a qualidade de impressão e criando linhas mais suaves quando desejado. Há um espectrofotômetro em linha que automaticamente lê gráficos gerados durante a linearização e perfilação de uma nova mídia.

Para aqueles de vocês que não estão familiarizados com a operação da iGen, o seu caminho reto da impressão do papel pode ser visto no vídeo a seguir

 

O sistema de transporte também é configurado com registros avançados e esteira dinâmica direcionadora  que corrige a posição do papel quando entra na área demarcada para eliminar movimentos laterais debaixo das cabeças de impressão.

Ela pode imprimir mídia tratada para inkjet e não revestida suave, mídia comum e mídia áspera. Ela tem capacidade de 20.000 folhas de input com oito pontos de pegada que permite carregar a mídia enquanto imprime. Ela também inclui o stacker de produção que tem capacidade para 5.500 folhas e pode ser descarregado enquanto a impressora estiver rodando. A Xerox anunciou que a máquina pode ser adaptada com o fazedor de livretos CP Bourg e que outras opções de acabamento em linha estarão disponíveis ao longo do tempo.

O front end da Brenva é o Base Windows Xerox Free Flow Print server e Software. Essa versão recém desenhada tem o novo Web UI e inclui muitos dos algoritmos de imagem inteligente e ferramentas de correção que os atuais clientes Xerox estão apreciando em seus atuais DFEs.

E tudo isso por cerca de US$649K, tornando-a uma das máquinas de inkjet de produção de menor custo no mercado hoje.

Workflow

Em adição ao DFE individual para cada impressora, a Xerox continuou o desenvolvimento do Xerox FreeFlow®Core, a peça central da sua suíte de automação de workflow.  Essa nova tecnologia foi desenhada do zero para dar poder a nova oferta da plataforma de produtos e não deve ser confundida com o  FreeFlow Process Manager, um legado de aplicação de workflow da Xerox.

O FreeFlowCore tem capacidade de permitir total flexibilidade e workflow variável “baseado em regras. Ao tomar essa abordagem, a Xerox está reconhecendo que o workflow não é “tamanho único para todos” e permitindo uma abordagem mais modular para a implementação do workflow.

Na drupa 2016 a Xerox estará anunciando o novo FreeFlow Core 5.0 que oferecerá novas configurações Cloud, construídas sobre o anuncio do Cloud de 2015. Ele também inclui novas funcionalidades de gestão de saída e uma integração mais ampla e controle de uma gama mais expandida de soluções de acabamento de terceiros.

Xerox faz embalagens de cartão semi rígido?

Como parte da pesquisa que fiz para este artigo, encontrei o que penso ser um dos maiores segredos da Xerox. Enquanto a empresa não faz muito barulho sobre isso, há cerca de 60 clientes (a maioria na Europa) que estão usando a plataforma iGen na sua linha de embalagens de cartão semi rígido. Eu poderia escrever um artigo só sobre isso, mas acho que o vídeo a seguir conta a história de forma interessante.

Mas isso não para aqui. A Xerox recentemente anunciou uma joint venture com a KBA para criar a KBA VariJET 106 hybrid press, Powered by Xerox. Essa combinação única de inkjet de produção e impressora offset foi desenhada especificamente para endereçar as necessidades da indústria de embalagens semi rígidas. O conceito híbrido é notável, subindo o nível no desenho de impressoras para embalagens semi rígidas. Quando maiores detalhes forem revelados eu atualizarei vocês.

Conclusão.

Enquanto a Xerox tem sido uma líder em impressão de produção em EP desde o começo, no espaço de inkjet de produção a empresa ainda tem convergências a fazer. E quando se olham os avanços econômicos reais em impressão de produção, eles estão centrados ao redor do inkjet de produção e automação. Com o lançamento da Trivor e Brenva, aparenta que não foi simplesmente pegar o portfolio da Impika e colocar uma nova pele. Se somar a isso a nova KBA Powered by Xerox VariJET 106 Folding Carton Press, pode-se ver que a Xerox realmente quer estabelecer uma nova linha de base para as impressoras inkjet de produção, tal como fez com as EP. E parece estar fazendo isso com o entendimento que a chave, no curto prazo, será pegar as bases existentes das EPs e da offset de curta tiragem e mover para inkjet com menor número de obstáculos possíveis.

Por outro lado, o desafio da “nova” Xerox será levar essa informação para o mercado. Talvez seja a hora da empresa olhar o seu crescente e amplo portfolio e criar uma mensagem mais coerente sobre quem é essa nova empresa e como está melhor posicionada para servir aos novos requisitos de mercado. Fazendo isso através de sua própria linha de produtos de inkjet de produção e através de joint ventures usando a Xerox Impika ou outra tecnologia de imagem desenvolvida pela Xerox pode ser um primeiro grande começo.

Fique ligado para mais um monte de informações sobre outras soluções de inkjet de produção tão logo as informações fiquem disponiveis antes e depois da Drupa 2016

Sobre o David: 

David Zwang

David Zwang é consultor norte-americano, trabalhando com otimização da produção, planejamento estratégico, análise de mercado e servicos relacionados. Seus clientes incluem gráicas, fabricantes, varejistas, editoras, premedia e agências do governo americano 

 

 

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As Novas Revoluções Industriais, a Gráfica e a Drupa

Nosso artigo na revista Abigraf que vai circular na Drupa 2016.

 

artigo abigraf

revista Abigraf maio16

O fórum mundial de Davos, realizado nessa cidade Suíça no inicio de cada ano, e que reúne a nata econômica mundial, presidentes, primeiros ministros e autoridades monetárias, tem sempre um mote, um tema central. Neste de 2016, esse tema se ateve no significado da chamada quarta revolução industrial, ou revolução tecnológica, que implica, segundo os organizadores, nada menos do que a transformação da humanidade nas próximas décadas, tal o seu impacto em todas as atividades humanas.

A intenção dos organizadores foi o de chamar a atenção dos líderes mundiais para esse fenômeno e as consequentes influências, com o objetivo de força-los a olhar para o futuro e não somente tentar resolver problemas com as perspectivas do passado. Um desafio gigantesco com muitas perguntas, dúvidas existenciais e ainda poucas respostas. Mas, para isso mesmo servem esses fóruns. Abrir grandes temas que se materializarão nas próximas décadas.

Mas quais as bases dessa imensa transformação tecnológica que mal estamos começando a entender sua extensão? A começar pelas possibilidades quase infinitas resultantes das crescentes redes de conexão de bilhões de seres humanos por equipamentos portáteis como o celular e uma imensa capacidade de poder de processamento, estocagem de dados e acesso à informação e conhecimento. Além das possibilidades que resultarão da confluência de tecnologias disruptivas emergentes que vão da inteligência artificial, robótica, a internet das coisas (Iot), veículos autónomos, impressão 3D, nanotecnologia, ciências dos materiais, estocagem de energia ,computação quantum e todo o avanço na biociência. Muitas tecnologias ainda estão em fase inicial de desenvolvimento, mas começam a chegar a um ponto onde cada uma impulsiona o desenvolvimento da outra. Seja como for, essas mudanças são históricas em termos de tamanho, velocidade e escopo, como afirma Klaus Schawb em seu livro The Fourth Industrial Revolution, e que serviu de base para Davos neste ano. Klaus, na verdade, é o organizador de conteúdo do fórum e esse livro foi usado como referência. Vale integralmente a leitura.

Os impactos dessa revolução nos negócios são imensos com a alteração na formas de produção, organização e dos modelos de negócio, tanto quanto vimos nas revoluções industriais anteriores. A primeira entre 1760 e 1840 com a invenção das máquinas a vapor, a segunda entre o final do século 19 e o começo do século 20 com o advento da eletricidade e as linhas de produção possibilitando a produção em massa; a terceira, digital, com o advento dos computadores mainframe no anos 1960, computadores pessoais nos anos 1970 e 1980 e a internet a partir dos anos 1990 e suas consequências e desenvolvimentos que ainda estamos vivendo, aí se incluindo o advento das impressoras 3D, a biotecnologia e a notecnologia. Claro que essas divisões são acadêmicas e genéricas para facilidade de entendimento, mas as características da transformação se solidificam com o tempo.

A quarta revolução industrial se caracteriza pela chamada Industria 4.0, termo cunhado na Alemanha em 2011 e que começa a se caracterizar por fábricas inteligentes, onde não só o produto a ser fabricado interage e informa ao equipamento que vai produzi-lo o que fazer com ele, assim como a própria fábrica pode participar de uma cadeia global de valor criando um mundo no qual sistemas de manufatura virtual e físico cooperam um com o outro de forma flexível ( vide Klaus Schwab).

Oras, é evidente que a tecnologia gráfica não fica fora dessas evoluções e incorpora os avanços da ciência para suas finalidades. Nem precisamos dizer o que a computação gráfica fez com o setor.  Mas tomemos algumas dessas novas tecnologias e, em especial, a questão da indústria 4.0 e vamos ver de que forma isso vem afetando e deve afetar a produção e o negócio gráfica.

A biotecnologia começa a chegar ao setor através das embalagens, com filmes que permitem o prolongamento de produtos orgânicos, ou mesmo impressões em selos que modificam sua cor mostrando o tempo de validade do produto embalado. A nanotecnologia já está presente nas novas formas de impressão inkjet com jatos de tinta formulados para a melhor cobertura do suporte, seja papel, plástico ou metal, com brilho e alta qualidade de impressão. Além de melhorias na engenharia dos equipamentos.

A impressão 3D já é uma realidade, e como já tem o nome de impressão, sua incorporação no conjunto de oferta das gráficas será natural. Esta drupa já mostra inúmeras aplicações usando a impressão 3D assim como os fluxos de criação de materiais incorporando essa terceira dimensão ao 2D da impressão. Cria-se o conteúdo de comunicação e a “gráfica” o disponibiliza em digital, impresso e tridimensional completando todo um ciclo abrangente.

A impressão digital segue velozmente em um processo que a levará ao predomínio das tecnologias de reprodução. Em velocidade, formatos, aplicações, qualidade e, mais que tudo, em variabilidade, customização e interação. Com a progressiva integração dos fluxos digitais de produção, a automação dos equipamentos, a variabilidade imediata da produção e a interação do material impresso com o mundo digital dos diferentes códigos de leitura digital, as novas fábricas inteligentes de impressão que atendem aos pressupostos da terceira e quarta revolução industrial já estão em operação, em construção ou sendo elaboradas. Hoje já é possível ter toda uma linha de produção que interaja com os fluxos de criação de conteúdo do cliente e sua rede – agências, mídias, marketing – e a produção e disponibilização em diferentes mídias, com linguagens específicas para públicos alvo que podem ser individualizados. Uma mensagem feita para você, de acordo com seu perfil, de acordo ao seu gosto, ao seu desejo.

As plataformas digitais se transformarão nas plataformas inteligentes e operativas das gráficas. Que, por incrível que pareça, serão individuais, ainda que soluções comuns sejam vendidas. Plataforma significa a junção dos diferentes softwares que farão a ponte entre as necessidades do cliente – projetos de embalagens, material de marketing, documentos transacionais, papelarias, marketing direto ou de precisão, livros, revistas e todos os itens que significarem redução de tempo e de operação e eficiência para o cliente. Em uma ponte que os ligará diretamente à gráfica e ao seu fluxo e processo de produção para posterior disponibilização onde esse cliente queira ou necessite. A junção dos softwares  para a construção de sua plataforma e seus resultados serão de acordo com o perfil de clientes, o nicho de mercado e a proposição de valor da gráfica, por isso digo que serão individualizados. Ainda que os fornecedores de tecnologia cada mais oferecerão esses fluxos já construídos em sistemas operacionais definidos. Já podemos ver isso no mercado, mas ainda há muito que evoluir para uma operação efetivamente automatizada, ainda que customizada.

Uma vertente das aplicações da impressão digital vem gerando um crescimento explosivo da chamada impressão funcional, ou a impressão das coisas, como costumo chamar. Hoje, tudo se imprime, ou melhor, tudo pode ser impresso. Das roupas com tecidos criados e impressos de forma exclusiva  até a forração das paredes; da sua foto do instagram virando quadro ou capa de caderno ou capa de celular até a impressão da sua sandália. De um bar inteiro: paredes, piso, azulejos e móveis, a um carro ou avião. Da sua caneca ao livro infantil personalizado com a história e o desenho do seu filho que também virá um adesivo na parede do quarto dele ou mesmo um protótipo tridimensional daquele aviãozinho maluco que ele projetou. Das imensas comunicações urbanas a grandes eventos esportivos na impressão das quadras, das piscinas, tetos e janelas. Um mundo impresso.. Pensando bem, isso deve ser chocante para todos os digitólogos que previam o fim da impressão há pouco tempo atrás, não é mesmo?

Sem falar da impressão industrial, aquela que é aplicada na fabricação de todos os aparatos eletrônicos que usamos, circuitos, layers de celulares e notebooks, painéis de carros, etiquetas com sinal de rádio, cartões de crédito com chips, aparentes ou embutidos, cartazes com sinais para bluetooth ou celulares.... e por aí vai. Inúmeras, infinitas aplicações.

Em relação a novos materiais um destaque se dá ao grafeno, um nanomaterial que é 200 vezes mais forte que o aço e um milhão de vez mais fino que um fio de cabelo. e um condutor eficiente de calor e eletricidade e que pode ser transformado em películas ou mesmo em uma tinta tal qual as de offset e usado em impressão de tecido ou papéis podendo ser lavado sem perder suas características.  Ainda caríssimo, mas, quando disponível, pode tornar os wearables, roupas e acessórios com tecnologia eletrônica avançada,  uma efetiva realidade.

Esse é o futuro, mas também o presente. Mas, falando em presente, como o setor gráfico, mundialmente, vai vivendo nessa mescla entre as demandas tradicionais, que são, claro, ainda predominantes, e essas novas concepções?

Recentemente os organizadores da drupa divulgaram a última das seis pesquisas que, inteligentemente, encomendaram e vêm divulgando desde o ano passado, como atrativo para a feira. São pesquisas interessantes mostrando as tendências e as percepções de mercado, feitas com gráficas e fornecedores de todo o mundo. Seus resultados não deixam de mostrar uma realidade global, ainda que, estatisticamente, não se possa identificar as amostras de cada região como efetivamente correspondentes ao seu todo. 

Na linha deste artigo destaco alguns pontos dessa pesquisa.. Primeiro a previsão de investimento das empresas em tecnologias de impressão: 32% para impressoras digitais de folhas, 23% para offset de folhas, 13% para impressoras inkjet rotativas e 12% em flexografia. O que mostra bem a importância da impressão digital, mas também mostra que a offset continua como uma tecnologia muito importante – e na verdade ainda dominante – e que a junção desses dois processos se apresenta como  a melhor alternativa a muitas gráficas. Mostra também o crescimento da flexografia na área de embalagens.

Em termos de adição de serviços de maior valor agregado a pesquisa indica que para as gráficas comerciais os principais serviços oferecidos são: dados variáveis: 67%; design/criação: 60%; logística: 50%; grandes formatos: 40%; impressão interativa/códigos QR e outros: 39%; WebToPrint: 35%.  Isso mostra o crescimento da impressão personalizada, geração de conteúdo e web to print como forma de venda e integração com os clientes.  A oferta de serviços multicanais, para diferentes mídias além da impressão mostra que 39% das empresas declararam já oferecer, sendo que metade os desenvolvem internamente e metade os fazem com terceiros.

A pesquisa também levantou nas empresas que oferecem impressão funcional quais serviços predominam, sendo: 54% em materiais de decoração; 33% tecidos; 15% cerâmica; 11% eletrônicos; 11% impressões 3D e outros com 54% (cada respondente podia indicar mais de uma aplicação, daí o porquê de mais de 100%)

Pois bem. Creio que a drupa deste ano, sendo ela uma espécie de Meca dos empresários gráficos, captou na plenitude todo o estado atual de mudanças da tecnologias, dos negócios e o futuro do setor. A evolução tecnológica traz, como sempre, muitos desafios, mas também muitas oportunidades. E que estão representadas nas chamadas da feira: toque o futuro, toque ideias, inovação, artes gráficas, cor, produção de embalagens, impressão funcional, multicanal, impressão 3D. Gostei mais ainda do neologismo que criaram, na junção do físico com o digital: phygital ou fígital em português.

Creio que isso resume bem o que já temos hoje e seu desenrolar nos próximos anos: a junção do físico com o digital e a incorporação de novos conceitos que mudarão radicalmente o nosso negócio, como a quarta revolução industrial.

Falando nisso, qual a velocidade de mudança do seu negócio? 

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Inkjet de produção na drupa 2016 – artigo 2 – Xeikon e sua nova tecnologia Trillium

Seguimos publicando a séria escrita por David Zwang do WhatTheyThink sobre as inkjets de produção na próxima drupa 2016

Neste artigo, David olha para a Xeikon, sua nova tecnologia de Toner Líquido Trillium e suas impressoras, assim como suas últimas ofertas em preparação para a drupa 2016

By David Zwang

Published: March 22, 2016

Certo, primeiro de tudo, preciso explicar porque escolhi adicionar a Xeikon a esta série sobre inkjets de produção quando, de fato, eles não têm, atualmente, nenhuma solução baseada na tecnologia de inkjet. A principal razão é a introdução da nova impressora Xeikon Trillium One de alimentação continua com toner liquido, que foi desenhada para competir contra o dry toner, tanto quanto com as impressoras de inkjet, principalmente estas últimas.

Se você não prestou atenção nos últimos dois anos, em abril de 2014, o grupo Flint, presente em mais de 137 locais no mundo, foi comprado por dois significativos players: o poderoso grupo financeiro Goldman Sachs e o Koch Industries, um dos conglomerados de mais rápido crescimento no mundo..

Como novos recursos e direcionamento, não levou muito tempo para que o grupo Flint mostrasse suas intenções e significativamente crescer seu portfolio com a aquisição da Xeikon em dezembro de 2015. Esta sua primeira aquisição expandiu os negócios do Fint Group além de somente fabricar tintas. A Flint fez agora uma afirmação de que querem fabricar os equipamentos que dirigem também o consumo de tintas. E enquanto a Xeikon é o primeiro fabricante de equipamentos adquirido pelo grupo Flint, minha expectativa é a de que haverá aquisições adicionais no futuro, com o potencial de criar um outro jogador significativo no espaço de produção gráfica digital. Será que talvez alguma empresa com tecnologia de inkjet esteja no horizonte para a Flint?

Xeikon tem um longa história de fabricação e implementação de sistemas de impressão baseados em toner. A empresa desenha e manufatura suas próprias barras de imagem LED. Fabrica seus próprios toners e tem tido sucesso desenhando e construindo transportes de substratos desde sua primeira entrega do DCP-1 em 1994. Estamos todos razoavelmente familiarizados com o toner seco, processo eletrofotográfico que está no coração da maioria dos equipamentos digitais em uso hoje. Nos últimos anos temos visto e temos sido impressionados pela habilidade dos fabricantes de equipamentos que realmente levaram essa tecnologia aos seus limites. A qualidade tem sido capaz de alcançar a marca estabelecida pela offset, tornando-a uma tecnologia gráfica madura e competitiva. Entretanto,  assim como a adoção dessa tecnologia cresceu, a habilidade para aumentar a velocidade e largura da impressão se tornaram uma barreira real para futuras expansões. Enquanto o mercado olha para a inkjet de produção como capaz de ultrapassar essas limitações, o fato é que a tecnologia de toner liquido pode realmente superar essas limitações atuais.

Imagem Trillium One 

Fui  apresentado à tecnologia trillium pela primeira vez em fevereiro de 2012 na preparação para a drupa daquele ano. De fato na drupa, a Xeikok mostrou uma amostra de uma cor da tecnologia Trillium no segundo andar do seu estande. Na época eu estava muito impressionado sobre o que poderia ser realizado com a tecnologia de Toner Líquido. Não apenas pelo fato de que ela poderia passar os limites do toner seco, mas que também poderia fazer isso com um custo mais baixo!!. Bem, agora a Xeikon está introduzindo a Trillium One, uma impressora quatro cores usando a tecnologia Trillium e que foi desenhada para marketing direto, catálogos e equivalentes. A Xeikon tem a reputação de produzir impressos com um alto contraste gráfico e forte pigmentação, portanto produzir impressos de alta qualidade está no cerne da empresa.

A resolução de imagens das impressoras Xeikon de toner seco tem sido sempre notável com 1200 x 1300 dpi. No passado, para demonstrar o que isso significa, alguns funcionários da Xeikon produziram a Declaração dos Direitos Humanos impressos em tipos de 1 ponto no verso de seus cartões de visita e, incrivelmente, podiam ser lidos com uma lupa. De fato, o equipamento de toner seco da Xeikon recém recebeu a aprovação do governo Belga para imprimir os selos oficiais de impostos. Para garantir a segurança desses selos, o quais, na prática, são considerados dinheiro, é requerido um nível de detalhes que é difícil de replicar na maioria dos processos de impressão.

Para a Trillium One, a Xeikon manteve os 1200 dpi de densidade varável de ponto tal como tem em sua atual linha de toner seco.

O sucesso dessa tecnologia está baseada em dois princípios básicos: microgapping e toner liquido. No diagrama abaixo vocês podem ver o sistema de imagem. Há um sistema idêntico para cada cor dentro da impressora.

Trillium microgapping

Microgapping é melhor descrito como um espaço de 5 microns entre cada um dos pontos de toque no sistema de imagem. Estão entre o anilox e os rolos mestres, o mestre e o tambor fotocondutor, entre o tambor fotoreprodutor e o tambor intermediário, o qual então transfere o toner para o papel. Esses micro espaços (microgaps) fazem com que o mecanismo disperse de forma acurada e eficiente o toner liquido.

O toner liquido concentrado Trillium, chamado TONNIK, será inicialmente vendido em containers de 10 litros e é manufaturado de forma única. A Xeikon indica que há planos de fornecer toner em tambores maiores pata instalações de alto volume. O TONNIK começa como uma resina que é a mesma usada na formulação do toner seco da Xeikon e pulverizada em partículas de 1 mm. Ela é então partilhada em 10 microns e misturada com agentes de dispersão e um transportador liquido.

Usam então um equipamento de alta velocidade de pulverização líquida onde as partículas são reduzidas a 2 microns em forma de disco. As partículas resultantes quando mixadas com um agente especial dispersantes criam partículas estáveis que rejeitam as partículas adjacentes. Com um calor apropriado é adicionado ao processo de imagem, a estabilidade da dispersão é reduzida/removida facilitando a fusão das partículas.

O transportador liquido é um óieo branco com alto ponto de ebulição, não volátil e não condutivo. A espessura do liquido transportador é removido mecanicamente durante a divisão da deposição natural no processo de microgapping enquanto uma pequena porção é transferida ao substrato com duas etapas naturais de remoção durante a fusão por contato e não-contato. Todo o liquido transportador recuperado é reusado. A “destintalização” é de 94% com  base no teste  alemão Ingede que é o mesmo grau que a Xeikon tem alcançado para sua soluções de toner seco. O sistema é desenhado para reduzir os impactos ambientais. Em adição ao fato de que não há evaporação no óleo transportador, somente reciclagem, tampouco uma secagem suplementar é necessária, como é necessária no sistema inkjet.

O video a seguir ilustra o movimento das partículas de toner entre o anilox e os rolos mestres. Aqui você pode ver a dispersão inicial das partículas.

O próximo vídeo ilustra as partículas se movendo entre o rolo mestre e o tambor fotocondutor. Você pode ver que as partículas foram dispersadas ainda mais baseado nos requisitos de imagem do fotocondutor.

Finalmente as partículas são transferidas para a mídia, com o remanescente liquido transportador sendo ambos removidos e transferidos como visto abaixo:

O resultado desse processo é um impressão muito suave, sem a sensação levantada da impressão toner.

O sistema de transporte da Trillium One

O transporte Trillium One segue o modelo predecessor de transporte estabelecido nas impressoras Xeikon de toner seco desde 1994. É uma configuração em torre, que permite às impressoras Xeikon ter uma ocupação compacta de espaço de cerca de 5 x 9 m

Trillium transporte

Ela tem uma largura de impressão de 50cm e imprime a uma velocidade de 60m/ min (200 fpm) (A Xeikon declara que no laboratório foi demonstrado que a Trillium tem a capacidade de imprimir no dobro dessa velocidade). O volume indicado é de 5 a 15 milhões de folhas A3 por mês. Não há otimizador ou pre-coating requerido para o processo de fusão e a temperatura de fusão é relativamente baixa, o que deve permitir o uso de uma boa quantidade e versatilidade de substratos. A Xeikon está no processo de certificação de substratos e fornecerá a informação quando estiver disponível.

De acordo com a Xeikon, como não há cabeças de inkjet ou chapas de impressão não se pode comparar a eficiência do microgap e o processo toner; adicionalmente a Trillium One produz uma impressão que realmente é menos custosa que a de toner seco. E em casos onde não há cobertura de tinta acima de aproximadamente 40%, ela é ainda mais barata do que a produção inkjet. Isso traz um desafio interessante para a horizonte da produção inkjet.

Enquanto parece que a tecnologia Trillium tem o potencial de ser aplicada em múltiplos segmentos de mercado, incluindo embalagens, a Xeikon escolheu focar a impressora Trillium One no mercado de impressão de documentos.

Xeikon DFE e Suporte Front End 

Como as outras impressoras Xeikon, a Trillium One é dirigida pelo Xeikon X-800 DFE. Esse DFE, baseado no Adobe PDF Print Engine (APPE) pode também suportar AFP/IPDS a uma velocidade de motor controlada. A Xeikon também desenvolveu o Vectorizor para gerar arquivos de corte e vinco, Controle de Cores para gerar perfis ICC e bibliotecas de cores spot, um modulo de códigos de barra para gerar códigos de 1D e 2D, Impactor para criar imposições  e ColorKey para monitorar e analisar a qualidade de produção.

Diferente de muitos fabricantes de impressoras eletrofotográficas, a Xeikon não usa um modelo de cobrança por click. Suas impressoras são vendidas com programas de manutenção e os consumíveis são comprados de acordo com as necessidades. A Trillium One está agendada para começar suas entregas no Segundo trimestre de 2017 e será demonstrada na drupa. O estande da Xeikon na drupa incluirá uma experiência de realidade virtual que permitirá ao visitante “ver dentro” da impressora quando ela estiver funcionando.

Outra inovações de impressão Xeikon sendo mostradas na drupa

Na Labelexpo, no ultimo outono em Bruxelas, a Xeikon introduziu sua nova Tecnologia de Fusão direcionada ao mercado de rótulos e embalagens. Essa tecnologia foi desenhada para ser uma plataforma modular simples que é flexível e pode ser mudada para suportar as atuais e futuras necessidades. Ela pode suportar cores além do processo de 4 cores, mas também pode suportar outros enfeites “todos digitais”, atualmente incluindo: ScreenWhite, Verniz Tátil, Cores Spot, Braile e Foil quente e frio.

A Xeikon também estará mostrando sua nova Suite de Cartão Semi Rígido (folding carton) na drupa. Baseada em sua série de impressoras 3000, essa solução fornece uma solução de ponta a ponta para a produção de embalagens em cartões semi rígidos, incluindo impressão a 5 cores em até 63 fpm (19m/ min). A empresa também desenvolveu a Xeikon FDU (Unidade Flatbed de corte e vinco). Ela opera até 2000 folhas por hora com o corte e vinco no tamanho de 48,8 x 70 cm. Ela pode suportar de 160 a 890 microns de espessura incluindo corrugados micro ondulados. Ela foi desenhada para fazer registros automáticos e precisos das folhas para o corte e vinco sem registros que tomem tempo.

Os toners secos da Xeikon estão disponiveis em CMYK, Verde Azulado, Laranja e Extra Magenta. Adicionalmente a Xeikon oferece branco opaco e clear em uma passada e pode fazer cores especiais de marcas. A Xeikon também faz toners especificamente desenhados para substratos PD, rótulos de transferência térmica  e fimes clear e metalizados, Seus toners QA-I Toners vão de encontro as orientações da FDA para contato indireto com alimentos.

Conclusão

A Xeikon sempre fez bons produtos, mas agora é uma empresa a ser bem observada. Embora a Xeikon tenha sido sempre uma empresa inovadora com muitos direcionamentos, com os recursos e direcionamento dos investidores do Grupo Flint a empresa pode agora continuar a sonhar e a se desenvolver.

Espero ter trazido a você uma boa quantidade de informações detalhadas tal qual fiz no passado para prepara-lo para uma visita à drupa. Ou se você não está indo, para prepara-lo para sua própria investigação em inkjet de produção e outras aquisições. No avanço da próxima onda de artigos, fica sugestão que você faça uma revisão dos artigos originais da séria de inkjet de produção. Eles não somente cobrem fabricantes e equipamentos que vieram ao mercado, mas também as tecnologias direcionadoras, requisitos e impedimentos

Fique ligado para mais um monte de informações sobre outras soluções de inkjet de produção tão logo as informações fiquem disponiveis e quanto mais perto estivermos da drupa 2016

Sobre o David: 

David Zwang

David Zwang é consultor norte-americano, trabalhando com otimização da produção, planejamento estratégico, análise de mercado e servicos relacionados. Seus clientes incluem gráicas, fabricantes, varejistas, editoras, premedia e agências do governo americano 

 

 

 

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Inkjet de produção na Drupa - artigo 1: Canon

Varioprint

 Começam agora os artigos do David Zwang sobre o equipamentos de inkjet de produção visando o que vai ser mostrado na drupa 2016. O primeiro cobre os equipamentos da Canon.

Boa Leitura.

Hamilton

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Inkjet drupa 2016  - Canon

Neste artigo, David Zwang olha para as novas e atualizadas ofertas em inkjet da Canon em preparação para a drupa 2016, com um olho na educação do mercado  sobre o que já está na praça e o que se pode esperar para ver.

By David Zwang

Publicado no WhatTheyThink em  2 de março de 2016

A Canon não esperou até a drupa para lançar muitos de seus novos produtos. Cobrimos alguns dos seus mais importantes lançamentos feitos na  Hunkeler Innovation Days em fevereiro do ano passado e maioria deles gerou vendas e implementações. De fato a Canon fechou 2015 na posição número 1 em instalações no mercado global pelo sexto ano consecutivo. A Canon projetou que passaria de 1000 equipamentos de inkjet colocados mundialmente até o fim de 2016. Enquanto eles são o número um no mundo, suas instalações no mercado americano perdem só para a combinação dos equipamentos Ricoh/Screem.

Total de Inkjets instaladas no mercado norte-americano.

Captura de Tela 2016 03 11 as 10.20.37

Fonte:  InfoTrends; U.S. Production Printing and Copying Market Placements: 2010-2013 (April 2014) + 2014 Quarterly Tracking Program (Dec 2015) 

 

O objetivo da Canon em alcançar a posição de número um nos Estados Unidos  em 2016 será suportado indubitavelmente pelas recém anunciadas ColorStream Mono, ColorStream 6000 Chroma e a revolucionária VarioPrint sistema i300  impressora de folhas. A CSA (Canon Solution America) já instalou 15 sistema  i300, nada mal para uma impressora que foi lançada a menos de um ano. O ramp up dos clientes, uma vez instalada, é alt,  com cada máquina imprimindo uma media de mais de 2,5 milhões de páginas por mês com um volume total até esta data de acima de 71 milhões de páginas. Um cliente, Progressive Impressions, alcançou 8,5 milhões de páginas em um único mês. Indicações iniciais mostram que a i300 tem uma taxa de operação de 95% a 98%. Como nota, entre 40 e 60% dos proprietários da i300 vieram da iGen, reforçando que ela tem um custo efetivo alternativo às impressoras de folha eletrofotográficas.

Como prometido para a drupa 2016, a Canon atualizou o sistema de imagem nas i300. Essas novas atualizações incluem a introdução de um pre-coat focado que eles estão chamando de ColorGrip. Essa nova característica coloca o pre-coat somente em áreas que receberão a tinta, permitindo a ela se sentar em cima da folha e prover uma impressão com melhor contraste. Eles também introduziram uma nova tinta que melhora a qualidade da imagem em papéis comuns não revestidos, além de poder imprimir em uma maior variedade de papéis. Todas essas melhorias tem como objetivo promover uma melhora significativa no resultado da impressão como um esforço para expandir a adoção da i300 no segmento de impressão comercial.

O aumento das opções de papel não somente estimula a migração das eletrofotográficas para inkjet, mas também a migração das offsets, com o passar do tempo. Em linha com a maior variedade de papéis o Canon Media Lab tem estado bem ocupado. Eles já têm mais de 1000 tipos de papéis validados para a ColorStream e a i300. De forma bem interessante o laboratório de Mídia e Soluções já começou a testar papéis para a i300 com ColorGrip o que permite  aumentar a gama de papéis ao mesmo tempo em que atende a expectativas de clientes. Eu tive a chance de ver uma amostra de papel em que estavam trabalhando que tinha um reflexo parecido a um papel  fotográfico brilhante e embora sua validação ainda não estivesse completa era bem surpreendente. A animação a seguir demonstra o ColorGrip

Simulação do ColorGrip

fonte: Canon

A Canon também estará apresentando suporte para o produtor de livretos BLM a o perfurador Tecnau 1530 para a i300.

Em tempo para a drupa 2016, a Canon também estará apresentando a ColorStream Mono, um equipamento de custo efetivo para impressões monocromáticas baseada na plataforma 3000Z. Ela corre a 417 fpm (pés por minuto) usando tinta dye ou com pigmento, com compatibilidade MICR. A Canon, assim como outros fabricantes de inkjet, encontraram uma demanda significativa para impressões monocromáticas, estimadas em mais de 100 bilhões de páginas anualmente somente nos Estados Unidos e estão introduzindo soluções de baixo custo que satisfaçam a essa demanda. A ColorStream Mono usa cabeças Kyocera, mas com eletrônica simplificada e resfriamento reduzido, desde que a cobertura não seja alta como a impressão colorida. De acordo com a Canon, esse desenho e operação de baixo custo criaram uma máquina com TCO (custo de posse ) mais baixo do que as eletrofotográficas.

Captura de Tela 2016 03 08 as 22.27.26

Também estará sendo apresentada a ColorStream 6000 Chroma, impressora inkjet de alimentação continua. Construída na força da linha ColorStream, incluindo a ColorStream 3000 e sistemas 3000Z, essa nova oferta traz um “novo nível de vibração de cores”. A novo conjunto de tinta Chromera tem uma carga mais alta de  pigmento que produz maiores densidades óticas e um gamut mais amplo.  A tinta foi desenhada para ampliar a gama de aplicações para papéis de baixa gramatura com reduzida transparência e para papéis revestidos e não revestidos. Ela também introduz a tecnologia Océ HeadSafe que permite trocar de mono para impressão colorida. Os modelos ColorStream 6000 terão velocidades de impressão de 48 a 127 pés por minute em modo colorido e uma velocidade opcional de 150 pés por minute em modo monocromático.

Para as impressoras de alimentação continua Color Stream a Canon também está lançando um Pacote de Inovação que incluirá o Pre-Fire, tecnologia que recircula a tinta dentro da cabeça de impressão no momento em que não estiver injetando tinta. Isso assegura um tamanho consistente da gotícula e posicionamento por “exercitar” a cabeça e economizar tinta que não necessita ser injetada. Essa característica do pre-fire deve estender o tempo de vida da cabeça. Isso inclui uma otimização da macro suavidade para todas as cores, o que melhora a suavidade, especialmente para cores secundárias saturadas. Este é uma melhoria de firmware e deve encontrar sua utilização nas base instalada das impressoras ColorStream.

Simulação do PreFire

Fonte: Canon

Um dos produtos anunciados na Hunkeler que talvez precisa ser relembrado,  foi a Canon ColorStream 3000Z. Esse modelo foi desenhado para um ambiente com pouco espaço. Ele  usa cerca de 30% menos de espaço do que a ColorStream 3000. Ele tem uma largura de impressão de 16,5 a 54 cm e imprima de 48 a 127 metros/minute, com pigmento, pigmento premium, dye e tintas de segurança até 6 cores. Ele foi inicialmente desenhado para o mercado asiático onde o espaço de produção é um problema. Entretanto, desde seu lançamento, a Canon percebeu que o espaço de produção é um problema em muitas outras partes do mundo, e, portanto, eles estão vendo a demanda para esse modelo crescer.

A linha de impressoras ImageStream também sofrerão atualizaçãoes de firmware e estabilidade.

Conclusão

Fique ligado em informações aprofundadas sobre estes e outros equipamentos inkjet de produçãos empre e no momento em que a informação estiver disponível e que nos aproximarmos da drupa 2016.

Espero trazer a vocês muitas informações detalhadas assim como fizemos no passado para preparar você para sua visita na drupa. Ou mesmo que não esteja indo na feira, para prepara-lo para sua pesquisa para aquisição de equipamentos de inkjet de produção. Como avanço para os próximos artigos sugiro que você faça uma revisão  da série de artigos que publicamos sobre inkjet e workflow. Eles não somente cobrem os fabricantes e máquinas que chegaram ao mercado mas também as tecnologias direcionadoras, requisitos e impedimentos.

 

Fique ligado para mais um monte de informações sobre outras soluções de inkjet de produção tão logo as informações fiquem disponiveis e quanto mais perto estivermos da drupa 2016

Sobre o David: 

David Zwang

David Zwang é consultor norte-americano, trabalhando com otimização da produção, planejamento estratégico, análise de mercado e servicos relacionados. Seus clientes incluem gráicas, fabricantes, varejistas, editoras, premedia e agências do governo americano 

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Saiba tudo sobre inkjet de produção! Siga os artigos até a Drupa.

Meu amigo e consultor norte-americano David Zwang publicou no site WhatTheyThink! nos meses que antecederam a drupa 2012, com muito sucesso, uma série de artigos esmiuçando e explicando as diferentes tecnologias, equipamentos e lançamentos que envolviam o processo inkjet de produção. Lembrando que a tecnologia inkjet foi a mais festejada nas duas última drupas e seguramente também o será na próxima. O Inkjet de produção se concentra nos equipamentos de produção de maior volume usando essa tecnologia.

Neste ano de drupa o David volta com uma nova série de artigos com o mesmo tema e que se estenderão daqui até a feira e depois. Desta vez, porém, por solicitação do próprio David e dentro da nossa parceria com o whattheythink.com, a AN Consulting estará traduzindo e publicando esses artigos concomitante com sua publicação nos Estados Unidos.

Começamos hoje. Aproveite e venha conhecer por dentro tudo o que se refere ao inkjet de produção, seu desenvolvimento, novos lançamentos e tendências. 

Gradualmente acrescentaremos também nossas análises e avaliações.

Venha junto, pergunte, participe.

Hamilton Costa

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Inkjet Drupa 2016

 

Neste artigo, David começa o processo de olhar para as mudanças no inkjet de produção desde a Drupa 2012, com um olho na educação do mercado sobre o que está na praça e o que podemos esperar para ver.

Por David Zwang

Publicado no WhatTheyThink.com em 15 de fevereiro de 2016

Em 2011, David Zwang escreveu uma série de artigos que mostravam a então oferta de produtos inkjet de cada fabricante e como estavam ou poderiam ser usados. Ele também examinou algumas das novas tecnologias inkjet que começavam a ser vistas em novos produtos e ofertas demonstradas durante a drupa 2012. Agora é tempo de atualizar tudo isso na reta final para a drupa 2016!

Estamos quase lá de novo. A drupa 2016 está a poucos meses à frente e as especulações sobre qual vai ser o o foco principal do evento deste ano já começaram e continuarão a serem construídas e evoluirão à medida que cheguemos mais perto do momento da verdade.

Podemos assumir que serão mostrados muitos desenvolvimentos novos e interessantes e, alguns deles, podem ser os que mudarão o jogo, embora eu acredite que, na verdade, serão evolucionários. De qualquer maneira haverá mudanças significativas na aplicação e adoção do inkjet de produção. Para aqueles de vocês que guardaram a série de artigos que comecei a publicar antes da drupa 2012 e continuando após o evento, terão agora a oportunidade de ver se o que foi prometido foi entregue e para onde se pode esperar que o inkjet de produção vá.

Se olharmos os direcionadores para a adoção do inkjet de produção, eles são igualmente impressivos. A promessa é ter a capacidade de entregar o impresso variável e sob demanda igual ao feito com a impressão eletrofotográfica combinando com o aumento de volume e velocidade que se espera da offset. E tudo isso com custos muito mais baixos do que os impressos feitos na impressão eletrofotográfica. Os fornecedores de serviços gráficos com aplicações como impressão transacional e de livros entenderam essas vantagens e pularam no trem do inkjet mais cedo. Entretanto, movimentos para serviços de qualidade mais alta como mala direta, material promocional e outras aplicações com altas demandas como embalagens se mantêm sentados na calçada esperando pelos próximos estágios de desenvolvimento. Os primeiros impedimentos para uma maior aceitação e adoção têm sido o de alcançar a qualidade da offset ou impressão eletrofotográfica e maior velocidade.

Nos meus artigos da série anterior, descrevi muitos dos fatores que contribuíram para a qualidade e velocidade do inkjet de produção e o que seria necessário acontecer para permitir sua evolução a um próximo nível. Nos últimos quatro anos, após a drupa 2012, temos visto muitas dessas mudanças evolucionárias chegarem ao mercado. Nessas se incluem as novas tecnologias de cabeças de impressão como a HDNA da HP – High Definition Nozzle Architecture. Ainda mais prevalecentes são as soluções que oferecem melhor controle ou implementação das tecnologias de cabeça de impressão existentes. A  Ricoh VC60000 é um excelente exemplo disso. Esperamos ver mais dessas melhorias nas cabeças de impressão e seu uso nas máquinas a serem lançadas na próxima drupa.

Também vimos um desenvolvimento significativo nas tintas usadas, em corantes, no carregamento de pigmentos através de pontos “nanos” e posterior refinamento dos veículos e aditivos que controlam como a tinta se deposita e seca na mídia. Essas mudanças ajudam a produzir um contraste muito mais alto da impressão ou uma visão de profundidade no produto final impresso. E enquanto tudo isso estava se passando nos laboratórios dos fabricantes de impressoras inkjet, os fabricantes de  papel estiveram bem ocupados refinando e expandindo sua produção de mídias compatíveis para inkjet. Esses fabricantes de mídia deixaram não somente suas marcas na inkjet de produção, mas também no explosivo uso das inkjets nos mercados de sinalização e displays. Essa sinergia ajudou a direcionar o desenvolvimento de muitas das necessidades mútuas desses mercados e ajudará a direcionar o uso da inkjet de produção em muitas outras aplicações de impressão comercial que estão avançando.

Um dos impedimentos para a adoção da inkjet de produção na impressão comercial também tem sido o fato de que as gráficas comerciais usarem muitos tipos diferentes de mídia no curso de um dia. Mesmo com algumas das novas tecnologias de manuseio, a gestão e manuseio de bobinas de papel é mais difícil do que o manuseio de folhas cortadas. Em resposta a essa necessidade, durante o período entre a drupe 2012 e a de 2016, vimos a introdução da impressora inkjet  Canon Océ i300 de produção de folhas assim como a Delphax elan está começando a vir para o mercado. Também vimos a introdução da Xerox Rialto 900 e da Pitney Bowes AcceleJet que produzem diretamente da bobina para folhas ocupando um espaço bem compacto. Ambas máquinas estão objetivando mercados que incluem a produção de material transacional e malas diretas em menor escala. (clique para ver nosso artigo a respeito dessas máquinas publicado na revista Abigraf)

Há outras impressoras inkjet que serão mostradas na drupa 2012, mas que estão apenas começando a ser instaladas em ambientes de produção. Em alguns casos ainda estão como instalações beta apenas começando a produzir. Nisso se incluem algumas tecnologias bem excitantes e implementações da Konica Minolta, Landa, KBA, etc. Esperamos ver muitas delas finalmente saindo pelo portão e indo para as mãos dos gráficos. 

Uma das novas e interessantes aplicações para a inkjet de produção são as embalagens. Enquanto vemos inkjets de produção sendo usadas na produção de rótulos por alguns poucos anos de empresas incluindo a EFI Jetrion, Super Web Digital e outras, agora vemos  outros segmentos de embalagens sendo objetivados. Nesses se incluem cartões semi rígidos como a Canon InfiniStream, que é tecnicamente de toner líquido e não inkjet, mas que realmente objetiva o mercado digital de embalagens. Também vimos recentes anúncios sobre a HP PageWide Web Press T1100S inkjet desenvolvida em conjunto com a KBA e a HP PageWide Web Press T400S para o mercado de corrugados. Esperamos ver um foco significativo na impressão digital e acabamento em embalagens na drupa 2016.

Conclusão

No decurso dos meses até a drupa 2016 e depois do evento, cobrirei em detalhes muitos dos novos desenvolvimentos no espaço da inkjet de produção. Sugiro que você faça uma revisão dos artigos sobre produção inkjet e workflows para refrescar a memoria. Eles cobrem não somente os fabricantes e as máquinas que chegaram ao mercado, mas também os direcionadores tecnológicos, requisitos e impedimentos.

 

Sobre o David: David Zwang é consultor trabalhando com otimização da produção, planejamento estratégico, análise de mercado e servicos relacionados. Seus clientes incluem gráicas, fabricantes, varejistas, editoras, premedia e agências do governo americano

 

 

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Dscoop: um evento abrangente e focado, dinâmico e vibrante

Participamos do Dscoop9 da HP. Um evento que vale a pena.
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A participação da Courier dos EUA na Digital Page, no Brasil, pode mudar o jogo no mercado de livros didáticos

Nossa visão sobre a nova oferta de impressão de livros didáticos customizados no Brasil
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