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Impressões

O blog da ANconsulting

drupa: em sete pontos, uma industria relevante, leve, interdependente, digital e desafiadora.

drupa: em sete pontos, uma industria relevante, leve, interdependente, digital e desafiadora.

nosso atigo na revista Abigraf 283

“ Este é o começo da nova indústria gráfica..... e há muito mais oportunidades no futuro do que se teve no passado”. Essas foram as palavras de Guy Gecht, presidente da EFI, em um curto vídeo de 20 segundos que gravei com ele durante a drupa.

Começo este artigo com essa citação pois creio que ela simboliza muito do que se viu nesta edição da feira e, em especial, dita pelo presidente de uma das empresas de tecnologia mais ativas que temos no mercado gráfico mundial. Seu crescimento vem sendo constante e acima de dois dígitos anualmente. Fruto, de um lado, de uma agressiva política de incorporação de empresas de diversos segmentos de atuação como as impressoras inkjet Creta da Espanha para impressão de cerâmicas e ladrilhos ou mesmo a Metrics, no Brasil, já há alguns poucos anos, entre muitas e muitas outras. É difícil passar um trimestre sem o anuncio de uma nova aquisição. Por outro lado, por estabelecer alianças estratégicas e interdependência com mais de 60 empresas do mercado, incluindo todos os principais fornecedores de tecnologia de impressão digital e de softwares. Hoje, pode-se dizer,  a EFI domina a área de servidores de impressão digital e é forte fornecedor de plataformas de operação gráfica, os workfows. Por essa razão, nessa mesma entrevista, Guy dizia que os gráficos tinham duas opções: ficar atrelado ao passado, reduzir custos e tentar sobreviver ou dar um salto à frente através de uma plataforma tecnológica como as fornecidas pela EFI, claro,  ou por outros do mercado.  

(Veja a entrevista de Guy Gecht)

Sintetizo e pontuo minha observação da feira baseado nessa visão do Gecht e na analogia que podemos fazer com o crescimento da EFI. Primeiro, o que se viu foi uma indústria vibrante, moderna, com altos investimentos em desenvolvimento tecnológico por empresas de classe mundial e uma miríade de centenas de empresas periféricas, todas visando um mercado que, ao contrário de estagnado e decadente, está em uma mudança ascendente. Ascendente para quem está, claramente, atrelado ao futuro e não ao passado. Para quem percebe que o futuro da indústria está na inclusão da relevância do impresso na difusão de mídias e que os produtos da empresa denominada gráfica (ou outro nome mais apropriado de acordo com seu mercado), incluem produtos físicos e não físicos ou mesmo tridimensionais, como os feitos em impressoras 3D.

Interessante isso. Há um certo renascimento da importância da impressão em vários níveis. Não como antes, visando a profusão e volumes abundantes, mas a constatação de que o impresso não é, na realidade, um agressor da natureza ou um transgressor da nova ordem digital do mundo. Que ele tem significado e importância específica, identificável, visual, tátil, olfativa e funcional. Sim, funcional através das embalagens e das inúmeras aplicações que as novas tecnologias vêm permitindo, onde imprimir não se resume mais ao papel ou plásticos, mas se expande em múltiplas direções. Do piso, às paredes, aos móveis, aos azulejos, às roupas, às janelas, às decorações, aos carros, aos aparatos eletrônicos, aos bio-sensores, ao mundo. Sim, hoje podemos imprimir o mundo. Incrível, não?

Dai a constatação de que há mais oportunidades hoje nesse mercado estrategicamente ampliado do que tínhamos antes, da época da reprodução em massa de originais. Hoje cada impressão pode ser um original. E há muitas deles para serem feitos. Cada vez mais, individualmente ou voltados à customização de massa.  Vejam o ressurgimento dos catálogos, a revitalização dos livros e as inúmeras criações de marketing usando o material impresso como impulsor do processo de comunicação aos clientes.

Ratificando essa constatação, encontrei na feira as publicações da PrintPower. (www.printpower.eu) Quem não conhece deveria conhecer. Revistas visual e editorialmente cativantes. Parecem as revistas de informação geral, com textos leves e muito bem dirigidos. Todos, neste caso, dirigidos à importância da impressão. Ela se identifica como “a única revista europeia focando diretamente na efetividade da impressão e seu papel vital em chegar mais perto do consumidor”.  Distribuída em 12 países europeus para mais de 60.000 leitores. Pouco? Pode ser, mas de um impacto imediato. Experimente ver uma. Garanto que como gráfico você vai amar, mas o legal é a mensagem para leitor não gráfico. E nisso eles são muito bons. No alvo.

Capa da revista PrintPower distribuida na feira no estande da Canon:                                          

PrintPower

na revista um destaque para o case da Neutrogena na capa de Caras impressa na Pigma em SP em uma HP 7600:

Pigma

 

Desviei um pouco, mas vejo tudo isso relacionado à minha constatação inicial. Portanto, ponto um: essa indústria está mais vibrante e, repito, estrategicamente ascendente se a olharmos pela fantástica síntese dada pela própria organização da feira: “fígital”, na junção do físico com o digital.

Esta edição da drupa também foi, para mim, a mais leve das últimas edições. Explico. Os equipamentos, de forma geral, são feitos para aplicações específicas, em especial as impressoras digitais.  No entanto, mais do que nunca, e com a velocidade de mudança dos mercados, os fabricantes de equipamentos desenvolvem soluções a partir das necessidades dos clientes para utilização quase imediata. Em especial com as novas tecnologias inkjet e as aplicações das cabeças de impressão em diferentes configurações de equipamentos. Por isso saí da feira com a nítida sensação de que os equipamentos serão, cada vez mais, customizados para os clientes, a partir de suas necessidades específicas e aplicações que nem sempre vão durar mais do que alguns poucos anos. Um equipamento para cada um! E, portanto, uma indústria mais flexível e mais leve. Uma indústria da customização, a partir dos equipamentos. Meu ponto dois.

O incrivel Hall 17 integralmente ocupado pela HP na feira. A empresa apresentou muitas evoluções tecnológicas mostrando a sua rapidez de respostas para as necessidade dos clientes no dia a dia.

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Reforçando essa visão, e voltando à citação inicial que fiz da EFI como analogia do que se pôde ver na feira, as alianças estratégicas entre fabricantes foram às alturas. E há uma clara lógica por trás disso. Para um desenvolvimento mais rápido de soluções, menor custo, rapidez e efetividade, nada melhor do que juntar competências. Tomem-se os tradicionais fabricantes de equipamentos offset com décadas de experiência no desenho e manufatura de grandes estruturas de máquinas e mais do que provados sistemas alimentação, passagem e transporte mecânico de papel e junte-se aos novos sistemas de impressão digitais que as empresas de tecnologia bem saber fazer e pronto! Uma incrível oferta e anúncios de novos equipamentos digitais, a maioria focados para a produção de embalagem, com especial ênfase para impressão direta de embalagens corrugadas, ondulados nos mais diversos tipos de ondas. Muitos chegaram a dizer que essa era a drupa dos corrugados. Portanto, a construção de soluções finais através de alianças entre fabricantes diversos visando novos equipamentos digitais e híbridos, a criação de interdependências, tão ao molde do mudo atual,  é meu terceiro ponto.

rotativa para corrugado da KBA e HP (na feira só estavam os cilindros)

HP KBA

Se falei em leveza, mais leve ainda é pensar nas plataformas digitais, ainda mais agora que estão se alçando às nuvens. Se a questão do workflow já era relevante há pelo menos 3 ou 4 drupas,  mais do que nunca é agora com os conceitos da chamada indústria 4.0 ou Print 4.0 como colocada na feira. Foi o tema de meu artigo anterior publicado  nesta revista Abigraf. Não estamos ainda lá, mas estamos a caminho das plantas inteligentes, conectadas e de produções flexíveis, características dessa nova concepção industrial. A configuração da sua plataforma individual de produção que começa na conexão e interação com o cliente, na facilitação da determinação e ordenação do trabalho e sua incorporação no fluxo de produção da gráfica, a conjunção dos processos produtivos e a incorporação de serviços que absorvem processos do cliente e criam valor nessa relação. Sei que tudo isso pode soar estranho para alguns, mas já é o que acontece quando começamos a montar o quebra cabeças da nossa plataforma digital de oferta ao cliente interligada ao sistema operacional. Um quebra cabeças composto por softwares que interagem e integram o web-to-print, precificação, produção e logística. Com a realidade de já se poder fazer isso tudo nas nuvens. Meu quarto ponto observado e anotado.

Um bem sacado slide da Ricoh em sua apresentação para a imprensa na feira sobre a Indústria 4.0:

Captura de Tela 2016 07 05 às 23.04.30

 

Não há, claro, como falar dessa drupa sem falar de impressão digital e, em especial, do inkjet. Há três drupas que se fala do inkjet, mas essa, finalmente, se pode dizer que foi dominante. Uma prévia disso já se via na GraphExpo do ano passado em Chicago. Uma explosão de ofertas com ênfase nos grandes equipamentos rotativos e nas novas ou semi novas máquinas de bobina a folha. Já antecipávamos isso no conjunto de artigos que publicamos do nosso amigo David Zwang em nosso blog. Não deixou de impressionar os grandes e sofisticados estandes dos principais fornecedores de tecnologia digital como Canon, Ricoh, Xerox, Agfa, Konica Minolta, e o charmoso estande da Kodak, entre outros, com especial destaque para a HP e seu impressionante Hall 17. Abarrotado. De equipamentos e de gente, o tempo todo. Com produções de ponta a ponta, da criação ao produto final. com muitas amostras de material impresso. Uma feira, aliás repleta de amostras à vontade, com exceção das mais procuradas que eram as da Landa, difíceis de obter.

Amostras de impressões inkjet no stand da Kodak

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Falando em Landa, não é possível falar da feira sem tocar daquele que foi o estande mais procurado, o que mais despertou curiosidade e que, finalmente, mostrou suas máquinas em demonstrações ao vivo e em cores. Velocidades espetaculares equivalentes ao offset, nas planas e rotativa, impressões em cores vibrantes, um show de apresentação e marketing do gênio Benny Landa em um auditório repleto de realidade aumentada e efeitos especiais. Um novo equipamento de metalização que promete engolir o hot stamping. O anuncio da entrega das primeiras máquinas beta para grandes empresas no mundo e novas confirmações de pedidos. Tudo de acordo com o que se esperava depois do seu explosivo e surpreendente aparecimento na drupa anterior. Mas agora é que a coisa vai pegar. Só na realidade da produção é que as máquinas vão ser testadas e, certamente, muito desafios ainda vão surgir. E sua real disruptura entre o offset e o digital vai se confirmar ou não. Seguramente sim, com o tempo. Não há como, digital, inkjet, Landa é meu quinto ponto de destaque.

O show particular de Landa na feira e a projeção da velocidade das suas máquinas

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Vendo tudo isso e com uma participação bem menos relevante dos sistemas offset na feira, poderíamos concluir que os processos tradicionais estão em real decadência prevalecendo de vez o digital, mas a história não é bem essa. Primeiro que a produção de material gráfico em offset, flexografia, rotogravura e outros são ainda amplamente dominantes. O digital é crescente e continuará a ganhar espaço, mas ao longo destes últimos anos o investimento em offset parou de cair em nível mundial e vem se estabilizando ao redor de 28%, conforme os dados das pesquisas da drupa. Fora isso não há como não se extasiar, essa é a palavra, com a qualidade de reprodução atingida hoje pela flexografia, de longe o processo que mais ganha espaço na produção de rótulos e embalagens, ainda que o digital venha mordendo pedacinhos desse segmento. Segmento de embalagens, aliás, que logo chegará a representar 50% da produção gráfica mundial, segundo os dados do estudo WWMP da Npes/Primir. Não é à toa que tantos lançamentos focaram esse mercado na feira, tanto de impressão digital, equipamentos híbridos e os tradicionais, incluindo nisso os de acabamentos, novos reis na busca de produtividade e embelezamento do material impresso. O fator sensorial realça o material impresso e capta a atenção do consumidor e dos muitos jovens que redescobrem valor em algo além do digital. Por isso mesmo não houve quem não se impressionasse com as fabulosas apresentações dos novos equipamentos e aplicações da Scoodix, os envernizamentos da MGI, o corte e vinco a laser da Highcon e outros. O mundo da conversão que inclui a produção de rótulos e embalagens flexíveis, corrugadas ou semi rígidas, a evolução dos acabamentos em linha na busca de produtividade e todos os recursos que realçam o lado sensorial da impressão, são, obviamente, meu sexto ponto de realce.

amostras da Scoodix na feira com suas aplicações de verniz e relevo no digital:

scoodix

Muito também se mostrou e se falou das agora badaladas impressão funcional e impressão industrial, embora muitos não entendam ainda essas classificações. A impressão funcional é toda aquela não baseada em papel e que pode utilizar os mais diferentes substratos: madeira, tecidos, vidro, plástico, cerâmica, eletrônicos e outros. A impressão industrial também usa esses diferentes substratos, mas é parte de um processo produtivo industrial como movelaria, vidrarias, cerâmicas, etc. Com as novas tecnologias digitais de impressão em equipamentos chamados de grande formato em plotters, flatbeds, etc., vem revolucionando mesmo a arte de imprimir e pintar o mundo. É o que chamo de mundo da impressão da coisas. O interessante é ver a importância que essas aplicações ganharam ao longo do tempo, herdeiras que são do ainda existente e firme mercado de silk screen. Mercados fragmentados, mas nichos que ganham importância e relevância a ponto de serem cada vez mais incorporados nas linhas de produção de gráficas comercias.

Nessa linha também entram as impressoras 3D e toda a discussão que trazem embutidas. É o não impressão? É ou não produto gráfico?. Apontada como uma das artífices da nova produção industrial, seu uso é crescente desde protótipos a fantásticas aplicações biomédicas, na construção de próteses e articulações e muito mais. O que faziam esses equipamentos na drupa?

Nesse ponto ceio que os organizadores acertaram em cheio. A intenção foi criar a disruptura, um contraponto, um estímulo para se pensar fora da caixa. Daí também o convite para que o pessoal do Medice Group viesse na abertura da feira falar de inovação ressaltando o que chamam de intersecções, choques de diferente culturas que geram novas ideias e, claro, inovações. Mais que nunca pensar fora da caixa é fundamental em um mundo dinâmico, interdependente e complexo onde a comunicação é cada vez mais individualizada e menos apolínea. O que se vai fazer com o 3D? Ora alguns vão simplesmente fazer bonequinhos com a cara das pessoas e vender em quiosque nos shoppings. Outros vão incorporar em convites, em materiais promocionais, em comunicações que criem diferenciais para seus clientes e causem novas experiências. Outros, como mostrados pela Massivit de Israel que trouxe uma impressora 3D de 1,80m de altura criar não só outdoors chamativos com peças tridimensionais, como mostrou um case de envelopamento de um ônibus com impressos sobre moldes feitos em 3D com as caras dos Angry Birds criando um efeito visual fenomenal. Por todo esse novo mundo funcional, tridimensional e também sensorial, meu sétimo ponto.

aplicação de 3D em outdoor da Massivit no páteo central da feira:

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Por fim, regresso ao começo. Revejo a entrevista do Guy e confirmo. Sem dúvida esse é o limiar de uma nova indústria gráfica, ou de uma nova indústria, com mais oportunidades pela diversidade de produtos, mercados e inovações. Dentro disso, o empresário gráfico pode dar um salto à frente, se arrojar e tomar a atitude de mudar e buscar novos caminhos que começam no efetivo entendimento das novas necessidades dos seus clientes que querem reduzir seus custos de processos, querem se comunicar melhor e levar aos seus clientes experiências sensoriais, relevantes, personalizadas e customizadas. Querem mais do que fornecedores: querem verdadeiros parceiros de jornada e de negócios. A tecnologia para isso já existe. A drupa mostrou isso claramente.

Que tal aceitar esse desafio já?

 

P.S a mudança de 3 para 4 anos para a próxima feira obrigou a algumas adaptações..

 

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Inkjet de Produção na Drupa 2016 - artigo 6 - HP Indigo

Seguimos na publicação dos artigos que traduzimos de David Zwang recém publicados no WhatTheyThink com explicações detalhadas das principais tecnologias de inkjet de produção que estarão expostas na drupa deste ano.

Neste artigo, David olha a HP Indigo, a tecnologia e o que se pode esperar deles na drupe 2016. Mesmo sabendo que a Indigo não é inkjet haverá um bim número de novos produtos na drupe que vale a pena a cobertura nesta série de artigos

By David Zwang

Published: April 14, 2016

Desde o começo da HP em 1939, a empresa sempre esteve evoluindo. No meu primeiro artigo sobre a HP na série sobre inkjet de produção, cobri sua evolução em inkjet térmica e o desenvolvimento das impressoras de inkjet de produção. Continuei essa discussão em meu ultimo artigo. Inkjet de produção não foi a primeira incursão da HP na produção gráfica. A empresa entrou no negócio de produção de equipamentos gráficos desde que adquiriu a Indigo em 2001. Desde a introdução do que é hoje a linha HP PageWide Web Press, a empresa manteve esforços paralelos no espaço de produção gráfica tanto em inkjet em San Diego na Califónia, a casa da PageWide e em Ness Ziona, a casa das impressoras HP Indigo eletrofotográficas liquido (LEP).

Impressoras HP Indigo

As impressoras Indigo tem sido parte do horizonte da impressão de produção desde que Benny Landa as revelou em 1993, tendo depois passado para a HP em 2001. De acordo com o IDC houve mais de 10.300 impressoras Indigo instaladas nos últimos 20 anos desde sua introdução no mercado, das quais aproximadamente 2000 são impressoras para rótulos e embalagens. Embora a base atualmente instalada inclua cerca de 7500 impressoras em 4500 clientes espalhados por 120 países. Nisso se incluem as impressoras formato B2 anunciadas na drupa 2012; a impressora digital de alimentação por folhas HP Indigo 10.000 desenhada para impressão comercial, a rotativa digital HP Indigo 20000 e a de folhas HP Indigo 30000 desenhada para embalagens. Combinadas, mais de 300 unidades das três impressoras B2 já foram instaladas.

Imagem HP Indigo

A HP Indigo LEP/ imagem de toner liquido sempre foi uma das forças mais importantes na linha de impressoras. No começo da imagem digital, a HP Indigo foi a linha de frente da produção de qualidade. E enquanto  muitas das tecnologias de toner seco procuraram melhorar o seu nível de qualidade, mesmo hoje mais de 75% dos livros de fotos no mundo inteiro são produzidos em impressoras digitais HP Indigo. Adicionalmente ao direcionamento inicial da impressão digital comercial  e de livros de fotos, muitas marcas globais também construíram campanhas personalizadas na força da imagem da HP Indigo. Esse reconhecimento não se dá apenas em materiais promocionais; ele também é único para o design e produção de embalagens. Algumas das marcas que tiveram campanhas ganhadoras de prêmios e que foram produzidas com a imagem da HP Indigo foram a Bud Light, PepsiCo/ Frito Lay, Mondelez/OREO,e Coke, apenas para mencionar algumas.

A imagem da HP Indigo usa um Processo Eletrofotográfico Líquido  (LEP) único. O HP ElectroInk® / toner liquido é composto de resinas de pigmentos polímeros que são triturados para um tamanho de partículas de 1 a 2 mícron os quais são eletricamente carregados. As Electroinks são distribuídas em containers como uma pasta concentrada para reduzir custos de transporte e facilitar a o manuseio na impressora. A pasta é então automaticamente misturada em um tanque fornecedor de tinta com um óleo de fusão e um fluido de controle carregado para criar um toner liquido pronto para impressão.

O primeiro passo no processo de imagem é o carregamento do Photo Imaging Plate (PIP) que consiste na deposição de uma carga elétrica estática uniforme no fotocondutor usando um rolo de carga ou, para as máquinas mais antigas, um scorotron, (cinta de carga). Na etapa seguinte, usando uma variedade de diodos de laser, a imagem é exposta sobre o PIP, uma chapa de re-imagem montada sobre o cilindro de imagem. Esses PIPs são consumíveis e sua vida útil é determinada pelo volume e tipo de impressão. Por exemplo, a impressão estática pode reduzir o a vida mais do que a impressão variável. O PIP necessita ser trocado quando ele perde sua habilidade de aceitar uniformemente a tinta carregada. O consenso geral dos usuários é que o seu uso fica, na media, entre 80.000 e 115.000 impressões por PIP. Cada cor é calculada como uma impressão, portanto uma imagem 4/0 cores seriam 4 impressões. Desde que  o usuário seja cobrado por click , o PIP que é incluído nesse cobrança, pode ser reposto pelo usuário sem custo adicional. Uma vez exposto o Binary Ink Developer Units (BID), um para cada cor, transfere a tinta carregada eletricamente do rolo de BID para o de PIP. A tinta eletricamente carregada é atraída para as áreas expostas da chapa.

Um pouco antes da imagem ser transferida para a blanqueta, um conjunto de diodos da unidade  de apagamento de pré transferência é usado para dissipar o carregamento no PIP, o que permite a imagem entintada ser transferida para a blanqueta aquecida onde ocorre a evaporação do óleo de imagem e as partículas de tinta que compreendem a imagem permanecem. O resultado é uma fina camada de filme polímero viscoso que é então transferido para a mídia no cilindro de impressão e é nesse ponto que a imagem do filme de tinta se solidifica. Uma vez que a imagem é transferida para a mídia, qualquer tinta residual é automaticamente removida do PIP em preparação para o próximo ciclo de imagem. Isso tudo acontece em uma questão de milissegundos, o que é impressionante.

Dependendo se a impressora HP Indigo é de alimentação por folhas, alimentação continua ou tem um requisito de mídia especial, há poucas diferenças no processo de impressão. Em uma imagem de várias cores a mídia fica no cilindro de impressão por várias rotações da impressora para receber cada separação da blanqueta, uma após a outra. Uma vez que separação final é impressa, o substrato tanto  pode ser invertido e impresso no verso como entregue para a bandeja de saída

A impressora rotativa de alimentação contínua  emprega o processo de One-Shot Color por não ser possível embrulhar o material em volta do cilindro para múltiplas passadas. Neste caso o cilindro PIP rotaciona muitas vezes, transferindo tudo para a mídia em uma só passagem de impressão. O One-Shot pode também ser usado em todas as impressoras de folhas, fora a 3600 quando é necessário dar suporte a impressão sobre materiais sensíveis a calor, substratos metalizados e sintéticos.

Diferentemente do toner seco eletrofotográfico (EP), processo de transferência do toner líquido eletrofotográfico não é afetado pelo fluxo de ar, o que faz com que esse processo tenha uma imagem mais nítida transferida para a mídia. Nesse aspecto ela é, de alguma forma, similar ao processo Nanográfico da Landa cobertos em artigo recente. Neste caso do toner líquido é um tipo de processamento de imagem híbrido entre EP e offset, ao invés do híbrido entre inkjet e offset.

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As impressoras digitais HP Indigo podem suportar até 7 estações de cores que podem produzir até 97% da gama das cores Pantone®. Atualmente a HP Indigo fabrica a HP Eletroink nos processos de cores estándares (CMYK), as três cores extensíveis (OGV) assim como tintas para fotos (Light Cyan, Light Magenta, Light Black e a nova light-light Black). Eles também produzem 2 tintas brancas, uma nova Branca para Sleeves e a nova Premium White para uma ampla gama de opacidades. A HP Indigo fabrica tintas light-fast para aplicações que requerem um pesado uso externo e cores especiais como a nova New Fluorescente Pink. Com o kit de mistura off-press IndiChrome  você pode misturar cores específicas de clientes.

Desde que a HP Indigo foi lançada a empresa consistentemente tem melhorado a qualidade de impressão e o suporte de aplicações. Com as novas inovações e lançamentos de hardware que serão mostrados na drupa, a HP está subindo o nível outra vez. De fato, Alon Bar-Shany, diretor geral da divisão Indigo, anunciou que essa etapa de inovações e anúncios é a maior feita nos últimos 20 anos. As novas inovações de produtos que serão apresentadas na drupa 2016 continuarão a focar em qualidade, novas aplicações de impressão e melhor rendimento nas diferentes mídias.

As inovações de qualidade incluem melhorias no BID, nas blanquetas e um upgrade de 812 DPI para um Feixe Laser de Alta definição de 1600 DPI que estará disponível a partir de 2017 para a impressora digital HP Indigo 12000. Também será introduzido um scanner em linha para detectar defeitos e alertar o operador. Para as impressoras de embalagens há uma solução de visão AVT baseada na máquina que compara a impressão com o arquivo original, além de um espectrofotômetro para monitorar a consistência de imagem e dar assistência na caracterização de novas mídias. Em termos de suportar novas aplicações de impressão a HP Indigo está introduzindo um primer em linha usando uma das estações de tinta para possibilitar um maior número de opções de mídia. Também nessa arena, algumas novas tintas também estão sendo lançadas incluindo a previamente mencionada branco opaco premium com uma opacidade de 81% que rivaliza com silk screen e também a nova tinta Pink Florescente para posteriores expansões da gama de cores disponíveis.

Todas essas novas melhorias estarão disponíveis para ipgrade para modelos antigos já instalados, o que tem sido uma marca da estratégia da HP já há algum tempo para ajudar seus clientes a maximizar o tempo de vida de seus investimentos.

Impressoras HP Indigo

O hardwre da HP Indigo terá algumas significantes melhorias na drupa 2016. É importante entender que, em geral, as plataformas das impressoras digitais HP Indigo são desenhadas ao redor das aplicações. Há duas aplicações abrangentes para a HP Indigo: Impressão comercial, que primordialmente usa impressoras de folhas; e rótulos e embalagens que primordialmente usam rotativas. Claro que há algum cruzamento de aplicações, como produtos de fotos que podem ir em ambas as plataformas assim como alguns rótulos e embalagens. Por exemplo, a rotativa W7250 é desenhada para impressão frente e verso comercial, editorial e aplicações de fotos. A impressora digital HP Indigo 20000 agora suporta aplicações de impressão comercial em adição a aplicações de rótulos e embalagens flexíveis; e a impressora digital 30000 que é de plataforma de folhas, para cartões semi rígidos, mas que também pode imprimir outras aplicações.

Como a HP promove e faz marketing das aplicações e trabalhos focados em suas impressoras, em alguns casos é difícil comparar desempenho, mesmo contra equipamentos de competidores ou entre a próprias plataformas da HP. Também deve ser notado que em todas as impressoras HP Indigo, a máximo rendimento  de velocidade é afetado pelo número de cores que você imprime. Por exemplo, a impressão monocromática é mais rápida que a impressão com duas cores que ;é mais rápida que a impressão com três cores, etc., até o máximo de sete cores. O mais recente lançamento do primer de impressão é considerado como qualquer outra cor em termos de uso do BID, cobrança de click e rendimento da impressora. A HP Indigo suporta o Modo de Melhoria de Produtividade (EPM) disponível em suas impressoras que podem ser usadas  para reduzir tempo e custos quando compatível com os requisitos do trabalho. Quando usada em conjunção como uma solução preflight da Enfocus os clientes podem decidir mias facilmente quais trabalhos são adequados para impressão com EPM. Tipicamente o EPM usa CMY para criar o processo de cor, eliminando uma imagem do ciclo, economizando tempo, tinta e custo com um impacto mínimo na qualidade.

Para facilidade de comparação, tentarei normalizar a informação usando folhas por hora (fph) para as máquinas de folha e metros por minuto (mpm) para as de alimentação contínua. Também calculei o rendimento da velocidade de impressão 4/0 no máximo do formato folha/bobina para cada modelo de impressora. As velocidades em cada série de impressoras são fixadas pelo sistema de imagem. As características de valor adicionado conjunto em cada modelo de impressora continuam sendo aprimoradas para os requisitos específicos de aplicações alvo. Dependendo dos requisitos de sua aplicação específica você pode precisar de cálculos adicionais para uma melhor comparação.

Folhas cortadas

Com os novos lançamentos a HP Indigo agora tem três impressoras A3 (33 x 48 cm) na sua linha. Como discutido, elas são cada uma configurada com características de valor agregado com alvo nos requisitos de aplicações específicas.

As impressoras Série 2, as HP Indigo 3600 e 5900 rodam a 2040 fph. Elas suportam mídias de 40 lb texto a 130 lb. capa revestido (60 -350 gsm enquanto a 5900 pode também suportar materiais até 550 micros). O modelo de entrada 3600 é a única impressora na linha HP que possui duas gavetas de papel e o máximo de 4 cores e não as 7 discutidas acima.

As impressoras da Série 3, a HP Indigo 3900 roda a 3600 fpm e também suporta mídia de 40 lb não revestido a 130 lbs capa revestida ( 60 – 35- gms.). É possível  aumentar a velocidade nesta série 3 sobre a série 2 pela ampliação do PIP e cilindros de blanqueta para permitir a impressão de duas cores em tandem e então transferir para a mídia.

As impressoras da Série 4 são todas no formato B2 (52,8 x 75 cm) e rodam a 3450 fpm 4/0. A HP Indigo 10000 e a nova HP Indigo 12000 suportam mídia de 50 lb. texto não revestido a 150 lb. capa revestido (74 – 400 gms). A HP Indigo 30000 que é desenhada como impressora para cartão semi rígido suporta peso de papel de 40 lb texto a 160 lb. revestido (150-450 gms e diversos plásticos até 880 gms.,  dependendo de material específico.

Alimentação Contínua

Com os três novos lançamentos a HP Indigo agora tem quatro modelos na sua linha de alimentação contínua. Todos os modelos tem uma configuração de bobina a bobina; no entanto há muitas soluções opcionais de terceiros para acabamentos em linha ou perto da linha. Isso inclui laminação, corte, aplicação de relevo, etc.

Ambas HP Indigo WS7250 e a nova HP Indigo WS6800 suportam uma largura máxima de bobina de 34 cm e um comprimento máximo de 98 cm rodando a 30 m/min. A WS7250 suporta gramatura de papeia de 40 a 300 gms e visa o mercado editorial. Há duas versões da WS6800: a WS6800 lançada em 2014 com banda estreita para rótulos e embalagens, enquanto a recém lançada WS6800p visa o mercado de fotos. Essas impressoras suportam papeis de 40 a 352 gms.

A recém lançada HP Indigo 8000 contém dois motores de imagem em linha para aumentar o rendimento e uma unidade de primer opcional. Como os modelos de rotativa da Série 3  descritas, ela suporta uma bobina de largura máxima de 34 cm e um comprimento máximo repetido de impressão de 98 cm e pode imprimir a 60 m/min.

Há duas impressoras de alimentação contínua mais largas, a HP Indigo 20000 que foi lançada na drupa 2012 e a nova HP Indigo 50000. Ambas suportam uma bobina de 76 cm de largura com comprimento repetido de impressão de 55cm. Isso permite que essas impressoras produzam o equivalente a uma folha de impressora formato B1. A 20000 imprime um lado, mas a 50000 é configurada com dois motores de imagens em tandem que permite imprimir em modo simplex ou duplex. As impressoras rodam a uma velocidade de 34m/min e podem produzir o equivalente e 2300 folhas por hora formato B1.

DFE e Workflow

As impressoras na linha HP Indigo, com exceção da 3600, são agora oferecidas em conjunto com o HP SmartStream ProductionPro Server 6..0. Ele foi recentemente redesenhado para trabalhar com seu novo Gerenciador de Impressora e o recém lançado HP PrintOS ( que será descrito posteriormente). A HP Indigo tem um vasto complemento de outros softwares de produtividade que estão disponíveis e visam necessidades de aplicações específicas. Nisso se incluem soluções para criar e facilitar campanhas e trabalhos com dados variáveis e impressão estática. Para rótulos e embalagens a HP Indigo oferece o HP SmartStream Label and Packaging Print Server, desenvolvido pela Esko.

Conclusão

Depois de 23 anos a HP Indigo ainda tem uma grande tecnologia e uma forte linha de produção. A empresa continuamente gerenciou para encontrar nichos competitivos no tempo certo e com um forte portfolio de produtos. Se no inicio seus produtos competiam com o toner seco eletrofotográfico, tiragens surtas e impressão variável, ou produtos subsequentes que visavam rótulos e embalagens, a HP Indigo tem sido uma das líderes de todo o pacote. Entretanto o horizonte está mudando e com as inkjet também participando ou começando a entrar em muitos desses mercados, será interessante ver como a HP Indigo continuará a se desenvolver, encontrar seu nicho e competir.

 

Fique ligado para mais um monte de informações sobre outras soluções de inkjet de produção tão logo as informações fiquem disponiveis e quanto mais perto estivermos da drupa 2016

Sobre o David: 

David Zwang

David Zwang é consultor norte-americano, trabalhando com otimização da produção, planejamento estratégico, análise de mercado e servicos relacionados. Seus clientes incluem gráicas, fabricantes, varejistas, editoras, premedia e agências do governo americano 

 

 

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Inkjet de Produção na Drupa 2016 - artigo 5 - HP PageWide, Corrugated e PageWide HD

Seguimos na publicação dos artigos que traduzimos de David Zwang recém publicados no WhatTheyThink com explicações detalhadas das principais tecnologias de inkjet de produção que estarão expostas na drupa deste ano.

Neste artigo David olha para a HP e os lançamentos da sua PageWide Corrugated  e as impressoras de inkjet de produção na drupa 2016

By David Zwang

Published: April 12, 2016

No meu artigo de 2012 sobre a HP na série sobre inkjets de produção, cobri a evolução nas inkjets térmicas e sua evolução para o desenvolvimento das impressoras inkjets de produção da HP. Desde aquele artigo tem havido mudanças na HP. Em novembro ultimo a empresa se dividiu em duas organizações separadas: a HP Enterprise, que vende tecnologia de data center e serviços para negócios; e a HP Inc., com foco em impressoras, do desktop até impressoras inkjet de produção, incluindo a impressão 3D. Conjuntamente com a divisão, a HP Inc. também mudou o nome do seu negócio de inkjet e linhas de produtos de produção para PageWide Web Presses para refletir a ampla gama PageWide de tecnologia inkjet. A atual tecnologia PageWide está baseada nas cabeças de impressão 4,25 polegadas da HP lançadas em 2009, embora muitos dos novos lançamentos da drupa estarão baseados na sua mais nova tecnologia de cabeças de impressão, a High Definition Nozzle Architeture (HDNA). Falarei disso mais tarde.

Inkjet Térmica HP

A HP vem produzindo a tecnologia Inkjet Térmica Drop On Demand (gota sob demanda) desde o meio dos anos 1970 e se diferenciou através do uso desse tipo de tecnologia em seus produtos, enquanto  muito dos seus competidores de inkjet se fixaram na tecnologia Piezoelétrica Drop On Demand ou em Inkjet Continuo (CIJ). Cada uma dessas tecnologias de cabeças de impressão tem suas vantagens e nós as discutimos no passado. Como um esforço de dar a você um melhor atendimento, continuarei a mergulhar em cada uma dessas tecnologias para cada cobertura que fizermos de suas respectivas impressoras.. O video a seguir proporcionará a você um melhor entendimento da Inkjet Térmica HP

Impressoras Rotativas PageWide

Desde a primeira demonstração da T300 na drupa 2008, as impressoras  inkjets de produção da HP têm sido muito produtivas. A empresa estima que em 2015 suas instalações produziram 50 bilhões de páginas ou cerca de 24% da produção inkjet total do mercado. A HP separa sua linha de impressoras em três principais aplicações por classes de produto: Monocromo, Rotativa Colorida, e o mais novo da classe, Embalagens Corrugadas. A empresa endereça cada uma delas com três plataformas centrais de hardware: T200 (até 50,8 cm e 122 m/min), T300 (até 76,2 cm e 183 m/min) e T400 ( até 106,7 cm e 183m/ min). Para monocromo há também a T250 que suporta bobinas de até 66 cm de largura e velocidade até 244m/min. Desde a introdução das rotativas de inkjet de produção, sendo a HP uma das primeiras na drupa 2008, a tecnologia de inkjet da HP continuou a evoluir. O foco continuou a se mover de confiabilidade e velocidade para qualidade.

Impressoras PageWide HDNA

Em 2015 a HP anunciou sua mais nova geração de tecnologia de cabeças de impressão com HDNA. Nós escrevemos sobre a tecnologia HDNA em detalhes há quase um ano atrás. Em setembro de 2015, a HP introduziu suas primeiras duas máquinas incorporando a tecnologia HDNA. E para a drupa, três impressoras adicionais serão apresentadas. Como lembrança, a cabeça de impressão HDNA provê uma densidade de 2,400 bicos por polegada por cor em uma cabeça de cor única produzindo um duplo peso de gota. Cada cabeça de impressão contém 21.120 bicos que são divididos entre duas câmaras separadas, cada câmara fornecendo tinta para 10.560 bicos. Essas cabeças podem ser usadas para duas cores, ou em cor única com uma redundância ainda maior de bicos.

Os bicos são divididos em dois tamanhos: um bico de alto peso de tinta e um bico de menor peso de tinta, que é realmente um bico de gota fina de baixo peso (low drop weight – LDW) colocado entre os bicos de gotas de alto peso (high drop weight – HDW). Essa interessante configuração das novas cabeças traz com ela suporte para 6 níveis de cinza por pixel, permitindo melhor endereçamento de cor através do gamut de cores em comparação com a mesmo processo de tintas HP A50 atualmente em uso. As impressoras HD podem rodar no modo Performance para trabalhos que necessitam de alto rendimento, ou modo de Qualidade para trabalhos que  necessitam de qualidade de reprodução mais alta. Pelos exemplos que vi, os tons mesclados  e os tons de pele são excepcionais quando impressos no modo Qualidade.

impressao HD

Em 2015 a HP anunciou as primeiras duas  rotativas 42” de largura com HDNA, a T470 HD, com a velocidade máxima de 183m/min em modo Performance e 122m/min em modo Qualidade. Atualmente a Rotomail Italia, uma gráfica comercial de mala direta na Itália, tem sido o site beta para a T480 HD e a CPI, uma das maiores fabricantes de livros da Europa, estará fazendo o upgrade de sua T410 para uma T480 HD agora em maio. Outros clientes de impressoras HDNA estarão sendo anunciadas na drupa.

Com mais avanços na tecnologia HDNA, para a drupa 2016 a HP adicionou mais três impressoras nessa linha. A rotativa de 42”de largura (~107cm) T490 HD e a monocromo T490M HD, ambas com a velocidade máxima de 1000 pés por minuto (~305m/min) no modo Performance e 500 pés por minute (~152 m/min)no modo Qualidade.. A HP também está incrementando a velocidade no modo Qualidade nas impressoras T470 HD e T480 HD. Espera-se que os lançamentos com HDNA cheguem na série T300 no começo de 2017.

Impressoras Embalagem Corrugadas PageWide

Como a qualidade das impressoras inkjet continua a melhorar, a maioria dos fabricantes de impressoras já está capacitada a começar buscar alvos em novos mercados para substituir a tecnologias de impressão existentes. A HP tem soluções para embalagem que incluem impressão em cartões corrugados com sua linha de impressoras HP Scitex Corrugated. Entretanto, em 2014 e 2105, a HP introduziu duas rotativas inkjet que imprimem em material corrugado. Esse método fornece mais produtividade e custo efetivo para a produção de baixa a altas tiragens de produtos corrugados variáveis.

A HP PageWide Web Press T400S é uma impressora colorida simplex que suporta uma largura de bobina de 42”a uma velocidade de 600 pés/min. Ela é feita no chassis da série HP PageWide Web Press T400 que está no mercado desde 2011. Adicionalmente a HP, em colaboração com a KBA, introduziu a HP PageWide Web Press T1100S. Essa impressora está também desenhada com o HP Multi-Lane Print Architeture (MLPA), que permite a divisão da rotativa em múltiplas bandas de impressão, e, portanto,  diferentes caixas e tiragens podem ser impressas juntas.

Conclusão

Enquanto muitos dos produtos atualmente alvo das inkjets de produção estão na substituição de impressos feitos em impressoras eletrofotográficas tanto de folha como rotativas de toner liquido e seco, as HP PageWide Web Press linha T de impressoras inkjet de produção estão desenhadas para essa substituição. As velocidades e durabilidade que permitiriam a substituição das offsets já estão presentes, mas a qualidade de impressão até agora limitaram as aplicações  e produtos que podem ser produzidos. Com as novas impressoras HD o mercado de produtos alvo pode ser ampliado e ir além de impressos Transacionais e Livros atingindo, com qualidade, Malas Diretas, Material Promocional, Revistas, Catálogos, etc., Como mencionei no primeiro artigo desta série, espero que que essa transição de inkjet não somente continue, mas também se acelere. A nova tecnologia HDNA ajudará a direcionar essa aceleração.

No nosso próximo artigo continuarei a história com a HP Indigo, sua evolução e o que se pode esperar na drupa. Ainda que não seja inkjet, muitas coisas estão ocorrendo nesse espaço e queremos que você esteja informado.

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Sobre o David: 

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Dscoop: um evento abrangente e focado, dinâmico e vibrante

Participamos do Dscoop9 da HP. Um evento que vale a pena.
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A participação da Courier dos EUA na Digital Page, no Brasil, pode mudar o jogo no mercado de livros didáticos

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