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Impressões

O blog da ANconsulting

Quem vai prevalecer? A pequena, a média ou a grande empresa gráfica? Ou você?

Voltamos a postar nossos artigos publicados em diferentes revistas e portais desde o ano passado.Acompanhe.

revista Abigraf 284 - set. 2016

No meio de agosto um discreto anuncio, publicado no portal da revista Exame, anunciava que o  Grupo Abril e a Log & Print fecharam acordo para a fusão dos seus negócios gráficos, operação ainda sujeita à assinatura dos documentos definitivos.. Nenhum comentário adicional se seguiu ao anúncio e pegou a muitos do meio gráfico de surpresa.

Na realidade não chega a ser uma real surpresa para quem acompanha com profundidade o setor. De um lado a Abril, em seu processo de reestruturação, por mais de uma vez já havia dado sinais de uma busca de solução para seu parque gráfico em razão seu total foco na geração de conteúdo. Por outro, os acionistas da gráfica de Vinhedo (SP), com seu apetite para negócios de há muito conhecido.

Essa consolidação de negócios também acompanha o que há muito se vê nos grandes centros gráficos mundiais. Nos Estados Unidos, por exemplo, a redução de mais de 30% do número de empresas gráficas nos últimos 10 anos se deve, não só pelo fechamento de empresas, mas, em grande parte, pela concentração de negócios em um número menor de grandes empresas.

Duas são as razões básicas que levam a essa consolidação.  A oriunda da diminuição do mercado e redução de margens levando empresas a buscarem maior participação de mercado e redução de custos fixos pelo aumento da capacidade produtiva e redução de custos de gestão, sem dúvida é a de maior impulso hoje em dia. A consolidação de negócios levada pelos clientes é a segunda maior razão. Geralmente se dá através do atendimento de clientes globais dentro de requisitos estabelecidos pelas suas matrizes onde os clientes atraem seus fornecedores internacionais juntos com sua própria expansão. Em um mundo globalizado é um movimento natural e crescente.

Não é, claro, um fato novo no Brasil. Todos os mercados gráficos que apresentam volume são atrativos, em especial para grupos estrangeiros. Ondas de aquisição já passaram pelas áreas de embalagens e rótulos como o grupo Bemis e Toga, a CCL e vários outras. A antiga área de formulários, em seu auge, tinha a competição internacional da Moore e Interprint. O segmento editorial de há muito tem a Donnelley, a Quad Graphics assim como já teve a Quebecor.  Assim como na cadeia produtiva do setor cujos fornecedores de há muito tem o domínio de empresas internacionais cuja forma de entrada se deu pela compra de empresas locais, da mesma forma como ocorreu com clientes gráficos como, por exemplo, as grandes editoras internacionais. O mote dessas aquisições foi o tamanho do mercado brasileiro e as perspectivas de crescimento.

A consolidação de negócios entre empresas gráficas de grande porte no Brasil, como no caso da Abril, é sem duvida um novo capítulo. De há muito se fala da necessidade  da contração da oferta em vários dos seguimentos gráficos para adequação à demanda, mas poucos movimentos mais significativos são vistos, muito em função das dificuldades de empresas com base familiar e muito arraigadas ao negócio. Poderia ser um indicativo de que esse processo vai se acentuar no Brasil? Talvez sim, mas dependerá da questão econômica nos próximos meses.

Seja como for, uma questão frequentemente levantada é sobre onde a tendência de consolidação de negócios pode levar. O que deve predominar? Grandes, pequenas ou média empresas?

Pelo que se vê no mercado norte-americano e se ele pode servir de parâmetro, há sim uma concentração de negócios nos grandes grupos gráficos, há uma diminuição da quantidade de empresas independente do porte, mas não há a eliminação da pequena empresa, da pequena gráfica. Ainda mais se considerarmos as novas ofertas gráficas relacionadas a impressão funcional nos mais variados tipos de suporte e material.  Por certo que empresas desse porte também têm que adaptar às novas demandas de mercado e as novas maneiras como os consumidores estão buscando o material impresso.

Temos que entender que, na realidade, ninguém compra impressão. Os consumidores e as empresas compram o que a impressão faz bem em relação a outros produtos e serviços que possam fornecer os mesmo resultados. A impressão, ou o material impresso ainda se sobressai no que se refere a relevância, credibilidade, permanência e sensibilidade. Imprimimos e seguiremos imprimindo o que é relevante, até porque o material impresso tem permanência,  não é verdade? Afinal ainda podemos tocar nas bíblias impressas por Gutemberg, mas talvez nem possamos acessar arquivos digitais de três anos atrás. Ainda cremos mais no que lemos no físico do que no digital, em muitos casos, sem contar que muitos estudantes têm regressado aos livros de papel por sua concentração de leitura, ao contrário da leitura em aparatos digitais. Por fim a questão sensorial onde o tato, o olfato e, em especial, o visual ainda são infinitamente superiores ao digital. Se é que existem. Nem conto a questão de proteção e comunicação sobre os produtos proporcionadas pelas embalagens, ainda não substituídos pelo digital. A menos que as impressoras 3D do futuro nos permitam fazer tudo em casa...

Nesse mundo em transformação, a questão é que independente do porte da empresa,  precisamos saber nos comunicar com nossos possíveis clientes. Uma parte da redução do uso de materiais impressos se dá porque novas gerações de criadores, marqueteiros, publicitários e outros agentes nem tem levado a impressão em conta. O interessante é que quando entram em contato com o que se pode fazer com o material impresso dentro do complexo e absurdamente fragmentado mundo da comunicação de hoje, ficam entusiasmados. Foi um pouco o que se viu na última drupa, por exemplo, quando houve diversas manifestações de criativos e de pessoal de marketing no sentido de mostrar a importância que a impressão tem no sentido de atrair o cliente para o looping da comunicação ou mesmo de toca-lo no momento certo, com a mensagem certa e com a comunicação adequada. Fez parte da sensação sentida na sensação sentida na feira sobre o real posicionamento da impressão no mundo de hoje, ao contrário do cenário mais pessimista de quatro anos atrás.

A volta dos catálogos impressos das grandes cadeias de lojas norte-americanas nestes últimos dois anos é um exemplo real dessa história. Revigorados, adequados ao perfil dos clientes, customizados, envolventes e interativos, dando maior tempo e maior proximidade ao cliente para  sua decisão e repostas através dos sites online.

Dessa forma, ilusão pensar que a sobrevivência neste mercado virá em função do porte da empresa, mas, sim, da adequação das empresas a essa nova dinâmica e a essa novas exigências que nós mesmo como consumidores buscamos: rapidez, atendimento personalizado, melhor custo benefício, experiência positiva e atenção. Muita atenção ao que eu quero, como quero, quando quero e no preço que posso pagar.

Essa adaptação pode ser aparentemente mais fácil nas grandes empresas pelo maior acesso as novas tecnologias. Por outro lado empresas menores, startups e empresários sem ramificações anteriores no setor e, consequentemente, sem vícios setoriais, podem criar novos negócios com potencial de mudar a própria indústria.

Como bem o fizeram o Facebook, o Airbnb, o Uber e outros que nem sequer eram parte das industrias em que foram disruptivos.

Que tal ser o próximo disruptor, independente do seu tamanho?

 

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